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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Somos todos um milagre



Estava arrumando minhas pastas, jogando fora velhas faturas, comprovantes de compras, anotações que não me ajudaram a lembrar de nada, telefones não identificados, recados não passados...enfim, dando uma geral no meu armário. Numa delas encontrei um livreto chamado livro da vida. Ele contem apenas 64 páginas mas contem muita informação sobre Keith Haring e a AIDS. "Keith quem?", vocês devem estar se perguntando. Calma, eu também nunca tinha ouvido falar nesse nome e foi uma grata surpresa descobrí-lo. Infelizmente eu não tenho a data precisa, não sei se foi em 2010 ou em 2011 quando eu e a Gabby estávamos numa dessas nossas andanças pela Avenida Paulista e entramos no Conjunto Nacional, mais precisamente na galeria da Caixa Cultural. Exposição gratuita, sempre uma chance de deixar o estresse no lado de fora e poder descobrir novas formas de arte. Numa olhadinha rápida, as obras do Keith parecem aqueles desenhos feitos pelas crianças em idade pré-escolar, tipo um "homem-palito modernizado". Mas isso que torna os quadros mais legais: ele na verdade aborda temas sérios com uma linguagem leve e de fácil entendimento, tornando os desenhos atemporais. Na saída da galeria, nós pegamos o livreto que eu citei e conhecemos melhor o artista. 



Ele nasceu em 4 de maior de 1958, desenvolveu uma paixão por desenhar ainda muito jovem,aprendendo as técnicas básicas de caricaturas e desenhos animados com seu pai, e com a cultura popular à sua volta, como Dr Seuss e Walt Disney. Entrou na Ivy School of Professional mas logo saiu, percebendo que tinha pouco interesse em virar um artista gráfico comercial.  Mudou-se para Nova York e encontrou uma comunidade artística alternativa, que estava se desenvolvendo fora do eixo de galerias e museus, e sim nas ruas do centro, nos metrôs e espaços em clubes noturnos. Além de ter ficado impressionado pela inovação e energia desses artistas de sua época, Haring também obteve inspiração com o trabalho de Jean Dubuffet, Pierre Alechinsky, Willian Borroughs e com o manifesto The Art Spirit, de Robert Henri, que afirmava a independência fundamental do artista. Com essas influências, Haring pode direcionar seus próprios impulsos da juventude para um tipo de expressão gráfica excepcional baseada na supremacia da linha. 



Entre 1980 e 1989 , ele atingiu reconhecimento internacional e participou de numerosas exposições solo e coletivas. Sua primeira exposição individual em Nova York foi feita no Westbeth Painters Space em 1981. Em abril de 1986, Haring inaugurou a Pop Shop, uma loja no Soho que vendia camisetas, brinquedos, pôsteres, bottons e ímãs de geladeira ilustrados com suas imagens. Ele considerou a loja como uma extensão do seu trabalho.



Haring foi diagnosticado com AIDS em 1988. Em 1989, ele criou a Keith Haring Foundation, com o encargo de fornecer fundos e imagens para organizações em prol da AIDS e programas para crianças, e de expandir o público dos trabalhos de Haring através de exposições, publicações e licenciamento de suas imagens. Haring recrutou suas figuras durante os últimos anos de sua vida para falar sobre sua própria doença e para aumentar o ativismo e consciência a respeito da AIDS.




Keith Haring morreu de complicações decorridas da AIDS aos 31 anos de idade, em 16 de fevereiro de 1990. Um memorial comemorativo foi realizado em 4 de maio, na Catedral St. John the Divine em Nova York, no qual mais de 1000 pessoas compareceram. 

"No início, você fica completamente arrasado. Você passa por uma enorme, enorme tristeza. Quer dizer, mesmo que de alguma forma eu esperava que isso acontecesse, quando realmente acontece, você não está preparado. Então a primeira coisa que você faz é entrar em colapso. Fui até o East River no Lower East e apenas chorei, chorei e chorei."

"Viver com uma doença mortal lhe dá toda uma nova perspectiva sobre a vida. Não que eu precisasse de alguma ameaça de morte para apreciar a vida, porque sempre apreciei a vida. Sempre acreditei que a vida tem que ser vivida tão plenamente e tão intensamente como tem que ser - e lidar com o futuro como ele se apresenta"

"Vivo todos os dias como se fosse o último. Eu amo a vida"

Além dos apresentar a vida e obra de Keith Haring, O livro da vida contém um total de 10 depoimentos de homens e mulheres soropositivos (tanto homossexuais quanto heterossexuais, vale frisar). O último relato é de Valéria Piassa Polizzi, 39 anos escritora e jornalista. Esse nome eu já conhecia. Aliás, essa moça dividiu com milhares de leitores sua história. E aqui começa de fato a apresentação do livro que eu incorporei no desafio literário. Tudo que foi escrito antes foi apenas um aperitivo e acredito que esse será um dos maiores textos. Eu tô com a corda toda. 

Valéria lançou em 1998 o livro Depois Daquela Viagem - Diário de bordo de uma jovem que aprendeu a viver com AIDS. Esse livro foi me apresentado graças a minha professora de Português, a Eliane. Eu estava na x série, no colégio Chafic, e ela aplicaria uma prova baseada nesse livro. Acredito que a Eliane tinha segundas ( e boas intenções) ao apresentar a história da Valéria Polizzi aos seus alunos. Querendo ou não, todos nós ainda éramos verdes, engatinhando na adolescência e por mais estranho que possa soar atualmente, na metade dos anos 90 o preconceito e falta de informações sobre AIDS/HIV ainda eram enormes. Para mim pelo menos, o relato da Val foi muito esclarecedor e ele deu chances para que ela fosse convidada a participar em diversos programas voltados para os adolescentes, como por exemplo o Programa Livre, do SBT, entrevistas para revistas como Capricho e Atrevida (onde depois ela virou colunista com o Papo de Garota). Durante todo esse período  entre 2000 até o dia em que li o depoimento dela no Livro da vida, eu nunca mais tinha notícias da Valéria e assim que terminei de reler o Depois... eu fui localizá-la através do Oráculo de Delfos (vulgarmente conhecido como Google). 

AIDS, palavrinha que ouvi pela primeira vez aos quatro anos, quando o Fantástico anunciava a morte do Cazuza. Apesar da minha pouca idade eu adorava cantar as músicas dele, mesmo não entendendo muito bem o que ele queria expressar através de suas letras. E lembro me bem de ter gostado do clipe de Ideologia, acho que era o clipe que mais passava durante a cobertura do falecimento do Cazuza. 

Porém eu não compreendia bem a gravidade do que era uma pessoa pegar AIDS, algo que descobri com o passar dos anos e muito isso graças a Valéria Polizzi,

Sobre o livro




Eu tenho em mãos a 13ª edição e a capa está um tanto quanto amarelada e com meu toque 
pessoal:eu tinha escrito RED HOT CHILI PEPPERS, rsrs... O bacana do texto é o tom informal que a Valéria usou para comunicar-se diretamente com os jovens, sem firulas, assim na lata mesmo. É como se ela estivesse entre uma roda de amigos para um bate-papo descontraído, troca de ideias, sacaram? Curiosamente o prólogo do livro tem o título "Muito Prazer", o que me levou a pensar não só no prazer em se apresentar...mas também nos outros prazeres, inclusive o sexual (justo ele que como o Cazuza muito bem cantou ♫O meu prazer agora é risco de vida♫). A Val nos explica que é uma soropositiva por pura e simplesmente não ter usado camisinha. Era a sua primeira vez. Simples assim, direto e reto - e com um toque de bom humor. Particularmente achei hilário ela ter questionado ao leitor se ao saber que ela era portadora do HIV, se ele tinha jogado o livro pra bem longe e se também foi desinfetar as mãos. Logo de cara ela nos faz perceber que o maior vilão a cerca da AIDS/ HIV é a falta de informação, que leva ao preconceito (e claro, sexo sem camisinha, nem preciso dizer que isso é um erro fatal). A forma de contágio do vírus era (ou ainda é) associada a relacionamentos homossexuais, prostitutas e drogados, o chamado grupo de risco. A Valéria mesmo afirma no livro que os médicos aqui no Brasil ficaram espantados por ela, uma moça tão jovem (16 anos na época), heterossexual ter contraído o vírus. Tudo começou após uma viagem num cruzeiro marítimo, em 1986, onde ela conheceu seu primeiro namorado. Ela ainda era virgem e após seis meses de namoro, eles transaram mas sem o uso do preservativo. Chegou a ser cômico o modo como ela e suas amigas pensavam e o que conheciam sobre o sexo. Como, por exemplo, deduzir que sexo oral era quando a pessoa ficava gemendo durante a transa. 

A verdade é que nossos pais ou qualquer parente não estão preparados par falar com a gente sobre sexo e tudo o que está relacionado a ele. Não sei se é culpa da formação católica, onde sentir prazer ou pensar em transar é pecado ou ainda, pensam que é um ato exclusivo para procriação de outra vida. Só sei que até hoje há um baita constrangimento dos pais ao conversar com os filhos. Eu mesma, quase não conversava com minha a respeito, suspeitando que ela não me compreenderia ou então viria com um discurso muito retrógrado. As pessoas tem vergonha até em falar o nome correto dos órgãos genitais e ficam botando apelidinhos bocós. Peru, piu-piu, perereca, piriquita?!!! Poxa, é pênis e vagina, tem algo de errado falar com uma criança sem que a faça parecer uma imbecil. Não há nada de errado em falar os nomes corretos. Eu só soube como ocorria a reprodução humana na quarta série, obviamente numa aula de ciências. Ah, era daquele jeito então, pensei...daí o espermatozóide vai encontrar o óvulo, como mostraram no filme Olha quem está falando. Mas questão comportamental, aquelas dúvidas típicas das adolescentes só foram sanadas após ler muita revista Capricho e ver programas da MTV. Sim, acreditem em mim, a revista Capricho já foi muito melhor pois não tinha celebridades teens na capa e nem tinha tanta futilidade no conteúdo. Lembro me muito bem da campanha Camisinha tem que usar e de reportagens que tratavam tanto das mudanças físicas quanto comportamentais das adolescentes. Era uma mão na roda!Já a MTV tinha vinhetas muito bem sacadas sobre o uso da camisinha,pregando sempre o respeito a si mesmo e até levando os telespectadores a uma reflexão. Tinha o programa Erótica, comandado pela Babi e pelo Doutor Jairo Bouer. E por último mas não menos importante, tinha o DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA A AIDS. É todo o dia 1º de dezembro e a programação é toda com conteúdos sobre a AIDS, diversos documentários (nacionais e internacionais). Já faz muito tempo que eu não vejo a MTV por já me sentir velha demais para o canal, então algum de vocês sabem se ela ainda tem essa preocupação com os jovens e falar abertamente sobre temas tabus?

Bom, me empolguei de novo, deixe me voltar ao foco. Bom, o namoro da Val terminou após dois anos, no mesmo período em que ela terminou o colegial. Como ela ia viajar para Nova York visitar uma tia, ela foi checar uma leve dor no estômago que vinha sentindo. O médico descobriu que era sapinho no esôfago; desconfiado, pediu um exame de imunidade, que resultou baixa. Pediu então o exame de HIV, que deu positivo. Em 1989 a AIDS era tratada como um sinônimo de morte e o preconceito era muito grande por parte da mídia e da população em geral. Tanto que a Valéria não contou de imediato para os amigos. Um deles, que estudava odontologia, afirmou que não atenderia um paciente aidético. Há também uma passagem que se refere a um palestrante que tratou da situação dos soros positivos de modo jocoso. Isso me lembrou a foto de capa da Veja: 

Capa sensacionalista da Veja.


Uma decisão tomada pela Valéria nos chamará atenção quase que o livro inteiro: ela se recusava em seguir um tratamento, ou seja, não tomava o AZT. Seria isso uma espécie de suicídio? Afinal, imagine você sempre ouvindo que AIDS mata, não há muito tempo de vida, então por que fazer planos para um futuro que não irá se concretizar??? Seria mais ou menos a sensação de ter uma bomba relógio bem na sua cabeça, o tic-tac batendo sem parar. Porém ela teve a sorte do vírus não se manifestar. Em 1993 ela foi fazer um curso de inglês com duração de seis meses, lá na Califórnia. Essa viagem que acabou mudando a vida dela. Aliás, me questiono agora se a viagem que está no título do livro refere-se a do navio ou a dos Estados Unidos? A risco dizer que foi a última, pois foi como um frescor batendo na cara saber que lá nos EUA já se falavam de pessoas vivendo com HIV e AIDS. Todos os doutores que trataram Valéria, tanto lá fora quanto os daqui do Brasil, não tem seus nomes citados mas a Valéria usa pseudônimos como Doc, Doutor Infecto (que virou Doutor Afeto) e o Doutor Anjo. Em muitos momentos senti a nossa protagonista um tanto carente e agindo como uma criança mimada, daquelas que faziam malcriação só para ter a atenção (no caso dos médicos). Mas até eu agiria assim numa situação dessas. Achei muito bacana a Valéria expor todas as suas reflexões sobre a vida durante sua estadia na Califórnia. Como por exemplo, quando ela ia caminhar com seu amigo Lucas, subir nas montanhas para poder meditar, olhar o imenso céu e perceber que está viva e ao mesmo tempo se sentir tão pequena num universo infinito. "Todos nós somos um milagre". Não é de se estranhar que meus capítulos favoritos envolvem ela e o Lucas. 

Ler Depois Daquela Viagem me fez ter consciência do uso da camisinha, ter o respeito com meu próprio corpo e não ter preconceito com pessoas soropositivas. Seria tão fácil se todos pensassem assim, né? 

Soundtrack






Ei, ainda não acabou!


Vocês já devem ter lido, mas não custa nada dar uma conferida nessas informações:

O que é AIDS?

A AIDS é uma sigla em inglês da síndrome da imunodeficiência adquirida. É causada pelo HIV, vírus que ataca as células de defesa do nosso corpo. Com o sistema imunológico comprometido,o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, como um simples resfriado ou infecções mais graves como tuberculose e câncer. O próprio tratamento dessas doenças, chamadas oportunistas, fica prejudicado. 

Mas atenção! A AIDS é o estágio mais avançado da infecção pelo HIV. Uma pessoa pode passar muitos anos com o vírus sem apresentar sintomas. A duração desse período depende da saúde e dos cuidados dos soropositivos com o corpo e alimentação.

Quanto mais cedo a infecção for descoberta, melhor. Portanto faça o teste sempre que se expor ao HIV. Atualmente a AIDS pode ser considerada uma doença de perfil crônico, isto significa que é uma doença sem cura, mas tem tratamento e uma pessoa com HIV pode viver com o vírus por um longo período. 

Testes para diagnóstico da infecção pelo HIV

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito por meio de testes, realizados a partir da coleta de uma amostra de sangue. Esses testes podem ser realizados nos laboratórios de saúde pública, por meio do atendimento do usuário nas unidades básicas de saúde, em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em laboratórios particulares. Nos CTA, o teste anti-HIV  pode ser feito de forma anônima e gratuita. Nesses centros, além da coleta e da execução dos testes, há uma processo de aconselhamento, antes e depois do teste, feito de forma cuidadosa, a fim de facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente. Todos os testes devem ser realizados de acordo com a norma definida pelo Ministério da Saúde e com produtos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA/MS)

Onde fazer?

RIO DE JANEIRO

CTA - Rocha Maia no Rio de Janeiro
Hospital Municipal Rocha Maia
Rua General Severiano, 91
CEP 22290-901 - Botafogo
Rio de Janeiro - RJ

CTA - Gaffre Guinle do Rio de Janeiro
Hospital Universitário Gaffrée Guinle
Rua Maris e Barros, 775
CEP 20270-004 - Tijuca
Rio de Janeiro - RJ

CTA - Madureira / Unidade Integrada de Saúde Herculano Pinheiro
Avenida Ministo Edgar Romero, 276 b
CEP 21360-200 - Madureira
Rio de Janeiro - RJ

SÃO PAULO

CTA -SAE Hebert de Souza "Betinho"
 Avenida Arquiteto Villanova Artigas, 515 cj. Teotônio vilela
CEP 03928-240
Sapopemba - São Paulo - SP


CTA-SAE Dr. Alexandre Kalil Yazbeck
Avenida Ceci, 2235
CEP 04065-004 - Planalto Paulista
São Paulo - SP

CTA - SAE Paulo César Bonfim (Lapa)
Rua Tomé de Souza, 30
CEP 05079-000 -  Lapa
São Paulo - SP

SÃO BERNARDO DO CAMPO

CTA - COAS Volante Alvarenga
UBS Alvarenga
Estrada dos Alvarengas, 1199
CEP 09850-550
São Bernardo do Campo - SP

BELO HORIZONTE

CTA - Belo Horizonte PAM
Sagrada Família
Rua Joaquim Felício, 141
CEP 31030-160 Sagrada Família
Belo Horizonte - MG

VOCÊ PODE PROCURAR POR UMA CTA NO SEU MUNICÍPIO NO LINK DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, www.aids.gov.br, OU MESMO PROCURANDO UM POSTO DE SAÚDE.

HIV no Brasil

Estima-se que 600 mil pessoas no Brasil vivam com o HIV ou já tenham desenvolvido a AIDS. É muito importante que as pessoas que passaram por uma situação de risco façam o teste. Entre situações, estão: relação sexual com parceiros eventuais sem o uso de preservativos; compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente no uso de drogas injetáveis; transfusão de sangue; acidentes ocupacionais com objetos perfuro-cortantes que contenham material biológico de origem humana e presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.

Uso da camisinha

Diversos estudos confirmam a eficiência do preservativo na prevenção de AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Em um estudo realizado recentemente na Universidade de Wisconsin (EUA), demonstrou-se que o correto e sistemático uso de preservativos em todas as relações sexuais apresenta uma eficácia estimada em 90-95% na transmissão do HIV. Os autores desse estudo sugerem um relação linear entre a frequência do uso de preservativos e a redução do risco da transmissão, ou seja, quanto mais se usa camisinha menor é o risco de contrair o HIV. 

Lembrando que de nada adianta você pensar que se casando não há a necessidade de usar camisinha. Vamos falar abertamente: você fica 24 horas do seu parceiro? Ah, mas eu confio Shil...Pergunto de novo: VOCÊ FICA 24 HORAS JUNTO DO SEU PARCEIRO(A)? A AIDS não é só transmitida através do ato sexual; o sociólogo Betinho foi contaminado numa transfusão de sangue, por exemplo. O fato de uma pessoa se casar virgem (e portanto ter sua primeira vez após o casamento) não a impede contrair qualquer doença sexualmente transmissível caso ela não use o preservativo. Galera, na boa, não quero que vocês deixem de lado suas crenças mas não se deixem alienar, saúde é coisa séria e vamos usar o bom senso. 

Protejam-se. 


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Post de peso

Atendendo aos milhares de pedidos (de uma mesma pessoa, né Ráfaga? rs), volto a este humilde espaço, para escrever o que me der na telha. Como eu expliquei na primeira postagem, a intenção não é que ele seja o mais comentado, não terá notícias fresquinhas e blá blá blá. É pra ser como um diário mesmo, tanto que nem vou mexer muito no layout, vou deixar simples mesmo (tradução = não tenho paciência para "emperequetar" isso aqui).

Estou com 66 kg e a ficha caiu: preciso perder peso, porém eu sou a personificação do sedentarismo. Passo muito tempo a frente do computador (tanto no emprego quanto em casa); talvez meu maior exercício seja o levantamento de garfo e do controle remoto. Sacrifício para vestir um jeans tamanho 42 (42, vocês sabem que isso é a treva ), não poder dar um tchauzinho porque o bíceps (ou tríceps, confesso não sei qual é o nome, nem meus irmãos sabem e eu não quero googlar) fica balançando, aqueles desagradáveis pneuzinhos na região do abdome... não, não dá mais para viver com o fardo de nem conseguir me olhar no espelho, tamanha é a frustração de ver o corpo em forma de quibe. E pensar que até os meus 10 anos, eu era puro osso. Olívia Palito era um apelido perfeito pra mim. Na verdade, era um pouco preocupante, porque eu estava com o peso  de uma criança de 7anos. Eu não comia verduras, legumes, de frutas só comia banana, maçã, laranja e morango (só na torta). Meu menu consistia em arroz, feijão, bife, batata-frita, miojo e McDonald's (sem o picles, of course). Um martírio era comer na casa do "meu pai": lá tinha que raspar o prato e eu, logicamente, não aguentava e viva com ânsia de vômito. Traumatizante, ainda mais quando o prato inclui bife de fígado mal-passado (blergh). Minha irmã Eliana seguia um método mais radical: não deixava eu sair da mesa até comer tudo. Então não foram raras as vezes em que eu dormi sentada em frente a mesa. Ah, também tinha o Biotônico Fountoura®, um troço ruim pra carai e que ainda tinha uma certa quantidade de álcool (sim caro leitor, eu com menos de 10 anos ficava "alta" devido as colheradas do Biotônico). Após uma consulta com a doutora Lourdes, eu passei a tomar um remédio para abrir o apetite. E sim, isso deu uma estufada legal, sem comentar que a tendência a engordar ( herdada do lado paterno) mostrou sua eficiência no início da puberdade. Adeus pernas finas, adeus ossinhos visíveis...hellooooo banhas e estrias ganhas pelo efeito sanfona. 

A educação física ajudava a manter o peso, porque eu sou uma Magali confessa! Adoro comer, acho que nenhum passeio ou reunião está completo sem ter um lanchinho. Meu sonho é ter um cantinho só meu para convidar meus amigos para um brunch. Eu até passei a incluir opções saudáveis no cardápio (beterraba, tomate, rúcula, alface, repolho, palmito, cogumelo, carne de panela, frango, peixe, etc), mas massas e doces são meu ponto fraco. Se eu antes não era uma bolostrô, era graças às 3 aulas semanais de educação física. Eu até que jogava bem, principalmente basquete. Não era aquela coisa tipo "Magic Pupo" ou "Shaquillel O' Shil", mas era regular. Hoje se eu pensar em dar um pique, acho que morro de cansaço. Não dá, mais um pouco e eu atrofio. Então comecei pelo básico, ou seja, caminhadas. 
O meu tempo é curto, mas eu aprendi com meu amigo Rique a otimizar o tempo, ou seja, aproveitá-lo ao máximo. Assim que volto do trabalho, eu me troco e vou caminhar na pracinha que tem ao final da rua. Ajuda muito o fato de não estar aquele calorão infernal e o bairro ser em sua essência residencial. O pequeno comércio e algumas clínicas não atrapalham em nada na paisagem. É até relaxante andar ao som dos passarinhos (apesar deles ainda competirem com o som dos motores dos carros). Hoje inclusive eu ouvi um bem-te-vi! A praça é bem cuidada, embora eu tenha encontrado algumas bitucas de cigarros. O horário das 17h não é tão cheio de gente, somente tinha duas senhoras conversando (uma delas segurando o seu golden retriever, lindo por sinal). Ainda tinha algumas pessoas próximas a banca de jornal que fica no centro da pracinha, entre eles dois senhorzinhos com um sotaque forte de quem veio da terrinha, ora pois!

Foram 30 minutos caminhando, eu na companhia do Senna ( é a minha camiseta com a estampa do meu ídolo e herói). Foi bom poder me desligar um pouco do estresse do trabalho. O caminho que eu faço da praça para minha casa é muito bonito também, pois o bairro é bem charmoso. Meu sonho é morar em algum daqueles sobradinhos fofos, mesmo sendo uma casa germinada. Minha mãe detesta essa ideia, por achar que seria possível ouvir tudo o que se passa na casa do vizinho. Nisso ela tem razão: já pensou eu querendo dormir e o casal da casa ao lado num tico-tico no fubico "hardcore"? 

Espero que não seja apenas fogo de palha essa minha vontade de me exercitar. Já estava me sentindo um velha enferrujada ( e olha que eu nem cheguei aos 30 anos). Vou torcer para que todos os benefícios das caminhas "plus" minha reeducação alimentar ajudem a me sentir melhor. Só vou maneirar nesse começo, afinal não quero ficar exausta como a nossa amiga das olimpíadas de LA, quando ela completou a maratona em último lugar, toda torta devido as dores e cansaços. Afinal, eu não sou atleta profissional, logo, não preciso conviver com a dor.

PS: ironicamente,eu fiz minha caminhada ao som de Parklife (que pode ser traduzido para Sedentarismo), do Blur .

 

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Gripe da imbecilidade humana

Senhoras e senhores eu fiz uma descoberta incrível: o Brasil está desse jeito por existir gente igual a mim! Entenderam? É, até eu fiquei surpreendida com essa afirmação vinda de uma desconhecida. Era uma manhã chuvosa de terça-feira, um clima convidativo para ficar debaixo do cobertor e ouvindo o barulhinho da chuva. Mas o dever me chama e às 7 da matina saio para começar minha jornada de trabalho. Surgiu uma dúvida: ir até o metro, demorando uns 15 minutinhos ou pegar o ônibus no ponto perto de casa. Tentei avaliar: ir ao metro faria eu gastar um bom tempo, sem falar que estava chovendo e eu me molharia de qualquer maneira, com ou sem guarda chuva. Ele também é mais rápido do que o busão mas pela manhã é lotado e faz um intervalo maior entre as estações. O ônibus que pego não é muito cheio pela manhã e mesmo com o tempo instável não demorava muito no trajeto. Enfim, minha preguiça falou mais alto e lá vou eu me aventurar no coletivo. Se arrependimento matasse, eu já estaria dura no chão. A começar por um acidente envolvendo um ônibus em uma das ruas mais movimentadas do bairro. Provavelmente o motorista perdeu o controle na decida combinação chuva + óleo na rua e resultou no encontro do ônibus com um poste! A batida foi forte, com a parte da frente toda amassada e o poste partido ao meio. O resultado foi quase meia hora dentro do busão e nem tinha sido completado um terço do caminho. A situação já estava ruim e caminhou para ser um desastre. A chuva tinha apertado e eu fechei um pouco a janela (algo banal que qualquer ser faria no meu lugar). O problema foi uma mulher que estava no banco de trás e gritou comigo por eu ter fechado a janela. Ela bravou comigo perguntando se eu não tenho visto os noticiários sobre os cuidados para evitar a gripe suína! "É necessário deixar o ar circular, se você quer morrer de gripe suína o problema é seu, mas eu não! Não feche a janela!!" Eu desacreditei ao ouvir essa senhora hipocondríaca! Expliquei que eu não quero me molhar e ainda tinha várias janelas abertas e com apenas uma fechada não faria mal a ninguém. A doida não se conformou e exigiu que eu trocasse de lugar! "Cê tá doida?" e sim ela tinha sérios problemas e quis por que quis mudar de lugar comigo. Melhor não contrariar a maluca. Mas vocês pensam que ela se contentou com isso? Não, ela estava disposta a me irritar o trajeto todo. Alegava que em todos os jornais estão dando notícias sobre as mortes, como prevenir e etc... Algo me diz que meu olhar de " pouco me fudendo para o que a senhora está falando" a irritou. Depois de todo o lenga-lenga dela simplesmente respondi que sim, eu LEIO as notícias, a situação do país e do mundo devido a epidemia da gripe, mas sei também que há um certo sensacionalismo, uma encheção de linguiça, pois há tantas outras doenças em vários locais que matam mais do que a nova gripe. Sabia que na África há muita gente morrendo de malária? Acho que não, afinal a senhora só sabe o que é divulgado nos jornais nacionais da vida. "E pouco me importa o que acontece na África, só me preocupa com o que se passa aqui!" Hum, interessante pois esse bicho papão que lhe causa tanto medo começou no México, quer dizer, antes foda-se o México mas agora que chegou no Brasil tem que se preocupar! Minha senhora eu só tenho uma coisa a te dizer: sorria, você está sendo manipulada! No mundo, todos os anos morrem dois milhões de pessoas vítimas da malária, que poderia ser prevenida com um simples mosquiteiro. E a mídia não diz NADA. No mundo, todos os anos dois milhões de meninos e meninas morrem de diarréia que poderia ser tratada com um soro oral de 25 centavos. E a mídia não diz NADA. Sarampo, pneumonia, doenças curáveis com vacinas baratas, causam a morte de dez milhões de pessoas no mundo todos os anos. E essas notícias não são divulgadas.Mas há alguns anos atrás, quando a gripe aviária surgiu, inundaram o mundo de notícias, sinais de alarme… Uma epidemia, a mais perigosa de todas! Uma pandemia! Só ouvia da terrível doença das galinhas. Porém, o influenza causou a morte de 250 pessoas em todo o mundo. 250 mortos durante 10 anos, para o qual dá uma média de 25 vítimas/ano.A gripe comum mata meio milhão de pessoas todos os anos no mundo. Meio milhão contra 25.Um momento. Então, por quê se armou tanto escândalo com a gripe aviária? Simples. Porque atrás dessas galinhas havia um "galo", um galo de espora grande. O Laboratório farmacêutico Roche com o seu já famoso Tamiflú, vendendo milhões de doses aos países asiáticos. Embora o Tamiflú é de efetividade duvidosa, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a população deles. Com a gripe aviária, Roche e Relenza, as duas grandes companhias farmacêuticas que vendem esses antivirais, obtiveram milhões de dólares de ganância.Antes com as galinhas e agora com os porcos. Sim, agora a psicose começou com a gripe suína. E os jornalistas do mundo só falam disto. Eu desejo saber: se atrás das galinhas havia um "galo", atrás desses porcos não haverá um "grande porco"?Porque indubitavelmente são as multinacionais poderosas que vendem os remédios supostamente milagrosos. E novamente a "bola da vez" é o "milagroso" Tamiflú? Quanto custa? US$50 a caixa! 50 dólares uma caixa de pastilhas? Que negocião! A companhia norte americana Gilead patenteou o Tamiflú. O maior acionista desta companhia é um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, o secretário de defesa de George Bush, "descobridor" das armas químicas que ocasionou a guerra contra o Iraque. Os acionistas dos grupos Roche e Relenza estão se dando as mãos, felizes com as vendas milionárias do duvidoso Tamiflú. A verdadeira pandemia é o lucro, a enorme ganância destes mercenários da saúde. Se a gripe suína é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação, se para a Organização Mundial da Saúde (OMS) ela preocupa tanto, por quê não declara isto como um problema de saúde pública mundial e autoriza a fabricação de medicamentos genéricos para a combater? Claro que não fui tão verborrágica com aquele ser hipocondríaco como fui aqui, mas dei um "resumão" para que ela possa entender qual é a real. Mesmo assim ela discordou, dizendo que o remédio é de graça (mentira) e mesmo se o ministério da saúde determinasse que o Tamiflu fosse entregue de graça, como ele iria ter esse remédio uma vez que tem 2 laboratórios que tem a patente? Indústria farmacêutica, rola dindim também, eles não são seres bonzinhos que criam remédios para serem doados ao mais pobres. Acorda mulher!!!! Mas pensam que ela deu o braço a torcer? Nãoooo! Como não tinha argumentos fortes contra mim ela apelou dizendo que eu era muito nova e que tinha muito o que aprender... ai ai, e desde quando velhice é sinônimo de sabedoria? Então a Derci era a mulher mais inteligente do Brasil!! E ainda disse que a razão do país ser assim é por existir gente que pensa como eu, isto é, gente que não engole tudo o que vê na tv! Puxa, será que eu sou o motivo pelo péssimo serviço que é prestado nos hospitais? Bom, se ela faz questão de afirmar que é mais esperta por ser mais velha então essa zorra toda que é nosso Brasilzão tem mais colaboração dela e não minha pra ser desse jeito! Detesto quando as pessoas usam de afirmações tão vazias para encerrar um assunto, mostram que não tem poder de argumentação! E assim a mulher foi embora. Desceu do ônibus com um ar de superioridade que me deu nojo. Ela tá tão preocupada em morrer? minha senhora a morte é inevitável, mais dia menos dia ela dá pinta por aí! Sinceramente se a senhora morresse seria uma bênção ter uma idiota a menos no mundo (mas como diria minha mãe: quando morre um idiota já tem outro nascendo!). Pena que a hipocondríaca não ouviu o cobrador afirmando que "o que mata mesmo é homicídio". Fechou geral!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

São Longuinho, São Longuinho...

Procura-se carregador de celular de um LG Shine Slim



A ziguizira voltou a me perseguir nesses últimos dias!! Simplesmente não me recordo onde guardei meu carregador do celular. Eu costumeiramente o guardo na embalagem original do celular, uma caixa retangular prateada e esta fica dentro do meu guarda-roupa. Na quarta-feira eu percebi que a bateria estava zerada, então automaticamente recorri à caixinha prateada e assim que a abri... Bazinga!! É horrível a sensação de ter A certeza de que guardou um objeto em determinado lugar e depois perceber o erro. Parece que fomos traídos pelo próprio cérebro.

Comecei assim minha peregrinação na busca ao objeto sagrado, porque mesmo sem nenhum crédito para ligações, eu corria o sério risco de ser contactada por alguma agência a fim de marcar uma entrevista. Eu logicamente não estaria em casa, afinal praticamente vou ao centro todos os dias para levar mais currículos. Então para não correr esse risco eu comecei a revirar a casa inteira, principalmente nos guarda-roupas. Mas não era bem sucedida! Como não confio muito no meu cérebro, eu verificava várias vezes os mesmos locais, mas n-a-d-a... A situação só piorava, com os comentários maldosos da minha irmã mais velha, a Márcia (literalmente a "Má"), que praticamente só faltou me chamar de caduca. Eu realmente fico muito irritada quando esses lapsos de memória acontecem, pois assim eu fico muito insegura e dá a impressão de que você não é uma pessoa atenta. Assim eu acabo criando uma pressão interna e fico me martirizando, achando que sou incapaz de contar com a própria memória. Ou relaxada, nas palavras da minha irmã Má. Talvez o fato de eu tanto ter as minhas manias de colocar determinados em objetos em locais fixos que quando eu 'fujo' dessa rotina meu cérebro trava!

A situação estava tão dramática que eu apelei ao São Longuinho. Na tradição popular ele é invocado para encontrar objetos perdidos. É só repetir:


"São Longuinho, São Longuinho, se eu achar o carregador do meu celular dou três pulinhos e três gritinhos (Achei, São Longuinho. Achei, São Longuinho. Achei, São Longuinho.)"


(Atéia de araque vocês devem estar pensando...¬¬)


Até liguei para minha mãe e saber se por engano meu sobrinho pegou o meu carregador, mas isso também foi em vão. Quando minhas esperanças estavam no fim, hoje, ao chegar em casa, vi o dito cujo em cima do sapateiro! Quase levitei de alegria! Mamãe depois me telefonou e explicou que ele estava na gaveta do guarda-roupa do meu irmão. Claro! Depois de retirar o carregador do celular eu deixei nesse local para não ter que ir ao meu quarto e acordar minha irmã (ela vira o cão quando eu faço barulho e atrapalho seu sono de beleza). Bom com esse 'causo' eu aprendi a ser mais esperta e se for preciso, anotar onde eu guardei minhas coisas para não passar por mais uma angústia dessas. Porque desmemoriada por desmemoriada, fiquemos apenas com a Dory, a peixinha fofa do Nemo.

domingo, 10 de maio de 2009

Tensão Pré Menstrual

Os homens sabem que existem dias do mês em que basta abrir a boca para ficar com sua vida por um fio. Esse é um guia útil, seguro e que sempre deve estar à mão de maridos e namorados. Memorize para sua própria segurança...
Frases e procedimentos para sobreviver a uma mulher com TPM:

Perigoso: O que tem pro jantar?
Seguro: Posso te ajudar pro jantar?
Seguríssimo: Onde vamos jantar?
Ultra-seguro: Aqui, come esse chocolate.

Perigoso: Você vai vestir ISSO?
Seguro: Nossa, você fica de bem de marrom!
Seguríssimo: Uau, tá uma gata!
Ultra-seguro: Aqui, come esse chocolate.

Perigoso: Tá nervosa por quê?
Seguro: Será que não estamos exagerando?
Seguríssimo: Vem, deixa eu te fazer um carinho...
Ultra-seguro: Aqui, come esse chocolate.

Perigoso: Será que você devia comer isso?
Seguro: Sabe, ainda tem bastante maçã.
Seguríssimo: Quer um copo de vinho pra acompanhar?
Ultra-seguro: Aqui, come esse chocolate.

Perigoso: O que você fez o dia todo?
Seguro: Espero que você não tenha trabalhado demais hoje.
Seguríssimo:gosto muito quando você usa esse robe!
Ultra-seguro: Aqui, come esse chocolate.

Passe adiante para todos os seus amigos que possam ser vítimas das cruéis transformações de suas mulheres com os problemas da TPM.

Eis algumas definições para TPM

· TPM = Todos os Problemas Misturados
· TPM = Tendências a Pontapés e Murros
· TPM = Temporada Proibida para Machos
· TPM = Tocou, Perguntou, Morreu
· TPM = Tente no Próximo Mês
· TPM = Tô Pirada Mesmo
· TPM = Tempo Pra Meditação
· TPM = Tendência Para Matar

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Rubra da cintura pra baixo

Se existe um momento no qual eu ODEIO ser mulher é quando estou menstruada! Você pode até pensar que minha raiva seja causada pela temida TPM, mas comigo o buraco é mais em baixo, isto é, o meu problema é no "durante". Cólica é um troço que não deveria existir. E eu fico tão irritada, tão chata, tão rabugenta, que nem eu me suporto. Nos meus raros momentos de cristianismo eu penso "Deus, porque fizeste a mulher sangrar todo santo mês???!!!"; já quando eu incorporo a atéia disparo um "penso que a evolução não foi muito favorável as mulheres...". O nome em si já é feio : MENSTRUAÇÃO. Já dá um certo nojo e assusta. Não é a toa que os homens falam que as moças ficam "monstruadas". A mulherada ainda tenta usar uns eufemismos mas o resultado é constrangedor. Dizer que 'está de Chico' soa tão arcaico (aliás, porque chico?), 'tá descendo', 'veio pra mim' ou ' naqueles dias'... nada melhora.

Meu calvário começou em 28/10/97 (e como iria esquecer), num fim de tarde assistindo ao Disney Club; entre uma aparição do Caju (10 entre 10 garotas suspiravam pelo Caju) e outra, percebo um manchinha bem pequena no meu shorts. Como minha irmã estava no banho, eu fui no quarto conferir melhor e para minha ingrata surpresa lá estava o fim da minha infância e o início de várias transformações que meu corpo sofreria (só os peitos que não cresceram!!!). A expressão de felicidade da minha irmã contrastava com a minha de decepção. "Bizu, agora você é mocinha!". E desde quando é para comemorar o fato de sangrar no meio das pernas? O pior foi o dia seguinte, pois parecia que estava escrito na minha testa com letras em néon "MENSTRUADA". Eu não tinha contado pra nenhuma das minhas amigas. Aliás, na 5ª série eu sentava numa fileira que só tinha meninos (Philip, Kamiha,Felipe...); eu só pensava "será que dá pra ver o absorvente marcando?", "e se vazar?", "vou tentar andar o mais natural possível" - coisas de marinheira de 1ª viagem...

Acontece que após a menarca (outro nome bizarro) o absorvente acaba virando um item indispensável na necessaire feminina. Antes eu gastava dinheiro com revistas, acessórios, roupas mas agora tenho que reservar uma generosa quantia para os absorventes. Até tentei, porém sem sucesso, a campanha "Absorvente grátis já", mas as grandes marcas só sabem em criar novos tipos com diferentes preços! Tem mini, normal, normal c/abas, noturno, ultra fino, básico, suave, seco, com "disfarçador de odores", com barreiras protetoras ,flex abas, micro furos etc... a arte de comprar um absorvente ficou complicada! Já repararam nos nomes dos ditos cujos?? Eu ainda paro pra pensar quem é o gênio pra batizá-los com nomes, digamos, 'originais'.

Vejam isso:

  • Always: isso só me lembra que "sempre" terei o absorvente ao meu lado (isto é, até a chegada da menopausa);
  • Sempre livre: tá aí algo que não sinto quando estou 'naqueles dias': livre! Afinal, meus movimentos devem ser friamente calculados;
  • Intimus gel: esse é 2 em 1? protege e faz o penteado ao mesmo tempo!
  • Carefree: ao pé da letra "cuidado livre". Não sei porque eles insistem nesse lance de liberdade... só as atrizes dos comerciais conseguem correr, pular, dançar, andar de bike e fazer aquela cara de que 'não estou sentindo nadica de cólicas';
  • Tampax: é uma tampa mesmo, mas pra não soar feio eles colocaram um 'x' pra ficar mais diferentão!

Infelizmente termino esse post sem poder explicar a origem do apelido Chico, tentei a minha fonte mais segura e antiga, no caso minha mãe, mas ela também desconhecia, apenas afirmando ele já existia na época em que ela era 'mocinha' , ou seja, o Chico é do arco da velha!