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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Tá chegando a hora

Finalmente, depois de uma longa espera, chega a hora de arrumar minha mala e ir rumo à Garça! Esperava ansiosamente por isso, acho que desde fevereiro! Será a primeira vez que irei sozinha para um lugar que nunca estive antes, sem conhecer pessoalmente ninguém. Lá serei recepcionada pela minha amiga Pâmela e seus amigos e familiares. Lógico que minha mãe achou a ideia meio absurda no início, afinal como saber se ao longo desses 2 anos eu conversava com uma quadrilha de tráfico internacional de donzelas? Lamento mãe, mas suas suspeitas foram pro brejo. Acho que minha mãe não gosta da ideia de ver seus filhos cortando o cordão umbilical e sente até certa satisfação quando nota que um dos seus filhos não foram bem sucedidos. Vale para ela ser sempre a salvadora da pátria, colocando seus filhotes na barra da saia e exibir o seu fardo. Desculpe me mãe, mas isso é a pura verdade, a senhora não pode perceber porque age assim inconscientemente. 

Bom, voltemos o foco para a viagem. Como eu já escrevera, estava muito ansiosa em respirar novos ares (menos poluído), conhecer gente nova, com ideias e experiências diferentes das quais já passei. Por um tempinho eu acredito que conversei mais com a Pâmela via sms e Facebook do que com muita gente que estava ao meu lado. Uma nova perspectiva, pois eu já sabia o que meus amigos e familiares opinariam sobre minhas indagações. Claro que não me fechava num mundo no qual meus olhinhos míopes ficariam colados na tela de um monitor e/ou de um celular. Mas agora seria a hora de conhecê-los pessoalmente. Dá até um nervosismo bom, por que como será a reação ao vê-los em carne e osso? A gente pode ver várias fotos, ler vários comentários, mas será um novo recomeço, afinal não é estranho você conhecer os gostos musicais, de filmes, ler e compartilhar histórias sem ter a presença física do(a) amigo(a)? Muitas vezes eu penso se eu conhecesse a Pâm, o Lucas e os demais pessoalmente se seríamos realmente amigos. Afinal, dava também pra saber os "defeitinhos" que cada um de nós temos, hihihi. Sou tão franca nas redes sociais que vivo me chamando de chata! Bom, a maioria dos amigos que fiz através da internet foi além do pc e o saldo é positivo.

Hoje eu acordei mais cedo do que o habitual para comprar a passagem. Como já me informaram que a viagem será loooooooonga, eu escolhi o primeiro horário, às 07h00. Foi a primeira vez em 2 meses que volto a pisar na Barra Funda. De lá, segui ao  West para almoçar. Até que não estava tão cheio para o horário, porque muitos funcionários das empresas que ficam ali por perto foram comer também. Era fácil identificá-los: tinham no pescoço o crachá (grilhões) da empresa. 

Agora fico só na esperança de conseguir nessa viagem o que eu busco há tempos: mais equilíbrio e tranquilidade. Esse ano não tem sido lá essas coisas. Tem tanta coisa ruim, tanta picuínha (adorei quando o Chalita usou essa palavra na campanha!!!), as pessoas conseguindo complicar o incomplicável. Talvez eu esteja bem árcade, quero só a simplicidade, nada mais. Quando eu peguei o ônibus e vinha para a biblioteca, olhava a paisagem e só via muita gente, muita gente mal vestida com roupas que não combinavam com seus estilos, mas que mesmo assim insistiam porque tal vestuário era a última moda! Há muitos carros, muito barulho e muita gente mal educada...eu daria tudo pra ficar sossegadinha no meu cantinho. Sabe, ouvir o silêncio...me encantar com fatos prosaicos, rir de coisa boba e quem sabe de lambuja a Pâmela me ensinar um tiquinho de piano! Eu pensei que já tinha conseguido alcançar esse estágio de liberdade, mas logo já me sentia pressionada, enjaulada, controlada e vigiada. Eu pensava que complicava de mais a vida, mas percebi que sou ainda caloura nessa arte. Há pessoas que nunca vão entender essa minha urgência em querer ficar a maior parte do tempo sozinha. Não é depressão, nem apatia pela vida, é simplesmente ...QUERER FICAR SOZINHA!

Agora para esse feriadão quero aproveitar bem a companhia dos meus amigos. Torço para que tudo dê certo, que aqueles primeiros minutos de "estranhamento e reconhecimento" sejam rápidos e os papos fluam tanto quanto nas redes sociais. 


Vejo vocês após o dia 15 de outubro!


♫ Para ler ouvindo o som de...Red Hot Chili Peppers!


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Geovana, a desenhista e outras histórias

Ontem a segunda-feira foi brava. Como ocorreu um problema sistêmico no sábado, os e-mails não foram respondidos e consequentemente nós tivemos uma avalanche de solicitações. O clima fica tenso, eu costumo ficar muito focada e procuro não me distrair com qualquer conversinha paralela. Claro que o nível de estresse aumenta e as O.H.S (Oscilações de Humor da Shil) atingem níveis alarmantes. Sobra até para o chefe, tadinho. Tivemos o nosso primeiro momentinho relax quando a Vanessa nos confidenciou a última de sua caçula, a Geovana. 


A Geovana tem 4 anos e uma cara de arteira que vocês nem imaginam... Segundo a Van, a menina gosta de desenhar e ultimamente passou a desenhar seus amiguinhos e parentes. Um dia, ela estava desenhando a família (mamãe Van, papai Renato e as duas irmãs mais velhas,sendo uma delas a Évelyn, de 13 anos). Até aí tudo bem, mas depois a menina voltou a pegar o desenho afirmando, "Peraí, faltou uma coisinha" e começou a fazer um monte de rabiscos na Évelyn. A Van perguntou o que era aquilo e a Gê comunicou que "É o cabelinho que tem na periquita da Évelyn :D". Tudo isso na maior inocência... 


...


Meu horário é até as 15h, mas nesses últimos dias eu tenho ficado até as 18h esperando o pessoal (Rique,Van e o Marcelo). Nessa segunda ainda tivemos a companhia da Angel. Ela abraçou a ideia de que eu e o Rique deveríamos nos assumir como um casal (nota: o Rique é gay). Segundo a teoria dela, o fato de o Rique me apresentar como sua namorada ajudaria a aliviar a barra junto aos pais dele. Meu amigo não perdeu tempo em criar a frase-símbolo dessa mudança: Mamis, I changed (ler com voz de Valéria Bandida torna esse slogan mais bacana)!!!


...


Já se tornou rotina eu ir com o Rique até a estação de metrô próxima a faculdade dele. Geralmente vamos no McDonald's ou no Habib's. Resolvemos comer uma pizza de 4 queijos ( gordofellas em ação!) e depois de sobremesa uma taça de sorvete. Assunto divertido é o que não falta: viagens do tempo, os paradoxos que há em De volta para o Futuro, cocô, menstruação, o que o destino nos reserva...Era pra ele ir pra facul às 20h, mas ele me enrolou e no fim falou algo que anda lhe tirando o sono. Não só o deixa preocupado com o rendimento no trabalho, mas trate-se da ausência do seu braço direito, aquela que o colocava na linha... Até me deu um apertinho no coração...Pensei em quantas vezes eu vomito minhas preocupações em cima dele e me esqueço de perguntar se tá tudo bem com ele. Para finalizar meu "sequestro", acompanhei meu amigo até a estação Luz de lá ele segui para os cafundós da ZL.


...


Pra terminar, hoje o dia foi um cocô. Daqueles para serem esquecidos. Às vezes minha determinação pode soar como teimosia para alguns. Mudando a rotina, resolvi ir embora no meu horário normal e fui rumo ao metrô. O clima estava abafado mas não havia sinais de chuva. Qual a minha surpresa quando chego na estação Armênia e vejo o mundo sofrendo um dilúvio. No fim fiquei ilhada no Tucuruvi, pois vítima da lei de Murphy que sempre sou, não estava com guarda-chuva. O que me deixou feliz é perceber que eu definitivamente não tenho mais pavor de raios e trovões. Esse medo durou de 95 até 2006 (ou seja, dos 9 até os 20 anos); não o considero embaraçoso comentar sobre isso. Quando as tempestades começavam eu entrava em pânico: minha sinusite atacava bem forte, eu não conseguia olhar para fora e ver aquelas nuves cinzas, suava muito e claro, chorava até desidratar. Geralmente eu corria para o quarto e tampava meu ouvidos de modo tão forte que depois eu ficava ouvindo um piiiiiiiii.É claro que eu me envergonhava disso tudo, mas não tinha jeito, era algo totalmente irracional que me dominava. Eu sentia que seria atingida por um raio a qualquer momento. Mas graças a terapia (e o fato de ter de trabalhar) me ajudou a superar a "astrofobia" (o medo mórbido de raios e trovões). Tanto que hoje a tempestade foi forte, com várias rajadas de vento e vários estalos de trovões. Passada a tempestade, comecei a subir a avenida. No meio do caminho eu olhei de relance para dentro de um bar e reconheço o seu Ermelindo, o papi da Évelyn. Que figura! O traidor do movimento, como gosto de referir a ele já que ele tem um puta sotaque italiano maaas...é corintiano! Puxa, o papi da Évy é um senhor muito inteligente (aliás é professor) e o papo foi longo...tão simpático que até me ofereceu um refri :D! Ah, e ainda valeu um boa frase: Silvia Pupo não merece apupos !

sábado, 10 de setembro de 2011

A primeira Impressão é a que fica

Hoje acordei cedo, por volta das nove da manhã (para quem estava acostumada acordar só depois das onze, isso é hiper cedo!). Seguindo meu programa de reeducação alimentar, tomei um café da manhã reforçado e logo fui realizar minha caminhada. O céu não estava "aquele azul tipo Chelsea", na verdade o tom branco predominava. O sol aparecia timidamente entre as nuvens pálidas, que pareciam ser feitas de algodão doce de tão fofas. Para minha felicidade o clima estava agradável, nem muito quente mas com um friozinho na medida certa. Em busca das minhas medidas dos sonhos ( dez quilos a menos), iniciei minha peregrinação. 


O bonito desse clima descrito é observar as flores formando um lindo tapete nas calçadas. As primeiras imagens que surgem na minha mente são as pinturas de Claude Monet. Meu primeiro contato com ele foi na quinta série, logicamente em uma aula de educação artística. O professor Luiz nos deu a seguinte tarefa: escolher uma foto de uma paisagem e reproduzí-la usando o estilo do Monet. Antes disso, a professora Renata, de língua portuguesa, nos passou a biografia desse pintor. Nós aprendemos que ele foi um impressionista; inclusive o termo Impressionismo surgiu devido a um quadro do Claude.


Eles, os impressionistas, pintavam ao ar livre e davam muita importância à luz e ao movimento (eles usavam pinceladas soltas). Então não tinha nada daqueles quadros palacianos ou de nobres. A obra falava por si. O que eu mais gosto em pinturas impressionistas é esse trabalho delicado, por que se vocês repararem bem parece que não há contorno entre os elementos do quadro. É tudo tão milimetricamente perfeito e ao mesmo tempo parece que o pintor não teve tanta dificuldade em realizar a obra. O jogo de luz e sombra também me chama a atenção. É sabido que o Claude pintava o mesmo cenário em horários diferentes para aproveitar as diferentes nuances que a luz proporcionaria no lugar em questão. Há quem diga que o Impressionismo não tenha tanta importância por só reproduzir imagens quase que unicamente bucólicas; os temas representados não levariam à reflexão, não despertaria novas ideias em seus apreciadores. Eu considero tudo isso uma balela. Não sou uma expert em Artes, mas humildemente posso comentar que os quadros impressionistas estão entre os mais belos.









Talvez porque eu sinta a ideia que os autores dos quadros quiseram passar. O Impressionismo tem também essa característica de tentar transmitir as sensações. É como se eu entrasse na atmosfera da imagem. Eu seria capaz de descrever o clima, o perfume das flores, ouvir o som do farfalhar das folhas e galhos, ouviria o canto dos canários, sentiria a terra molhada nos meus pés e até saberia qual o tema da conversa entre os personagens do quadro. 


Infelizmente eu não tenho guardado o quadro que eu pintei, pois ele ficou na escola. Não é querendo me gabar, mas ficou muito bom. Eu reproduzi a imagem de uma praia da Austrália, era só uma faixinha de areia, com um mar ao fundo e na lateral tinha uma ilha. Eu não fiquei completamente satisfeita porque não consegui um efeito de luz muito bom não. Mas fiquei orgulhosa em saber usar a mesma técnica do Claude Monet.


Antes de escrever aqui, eu fui pesquisar no Oráculo de Delfos (vulgo Google) para ver obras de outros artistas impressionistas. O que me chamou atenção foi um tópico sobre Música Impressionista e assim esse texto foi todo embalado por esta trilha que segue logo abaixo:

Prélude à l'après-midi d'un Faune (Prelúdio à Tarde de um Fauno) - Claude Debuss

Bolero - Maurice Ravel (minha mãe tem um vinil do Ravel)

Rapsódia Espanhola - Maurice Ravel




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Post de peso

Atendendo aos milhares de pedidos (de uma mesma pessoa, né Ráfaga? rs), volto a este humilde espaço, para escrever o que me der na telha. Como eu expliquei na primeira postagem, a intenção não é que ele seja o mais comentado, não terá notícias fresquinhas e blá blá blá. É pra ser como um diário mesmo, tanto que nem vou mexer muito no layout, vou deixar simples mesmo (tradução = não tenho paciência para "emperequetar" isso aqui).

Estou com 66 kg e a ficha caiu: preciso perder peso, porém eu sou a personificação do sedentarismo. Passo muito tempo a frente do computador (tanto no emprego quanto em casa); talvez meu maior exercício seja o levantamento de garfo e do controle remoto. Sacrifício para vestir um jeans tamanho 42 (42, vocês sabem que isso é a treva ), não poder dar um tchauzinho porque o bíceps (ou tríceps, confesso não sei qual é o nome, nem meus irmãos sabem e eu não quero googlar) fica balançando, aqueles desagradáveis pneuzinhos na região do abdome... não, não dá mais para viver com o fardo de nem conseguir me olhar no espelho, tamanha é a frustração de ver o corpo em forma de quibe. E pensar que até os meus 10 anos, eu era puro osso. Olívia Palito era um apelido perfeito pra mim. Na verdade, era um pouco preocupante, porque eu estava com o peso  de uma criança de 7anos. Eu não comia verduras, legumes, de frutas só comia banana, maçã, laranja e morango (só na torta). Meu menu consistia em arroz, feijão, bife, batata-frita, miojo e McDonald's (sem o picles, of course). Um martírio era comer na casa do "meu pai": lá tinha que raspar o prato e eu, logicamente, não aguentava e viva com ânsia de vômito. Traumatizante, ainda mais quando o prato inclui bife de fígado mal-passado (blergh). Minha irmã Eliana seguia um método mais radical: não deixava eu sair da mesa até comer tudo. Então não foram raras as vezes em que eu dormi sentada em frente a mesa. Ah, também tinha o Biotônico Fountoura®, um troço ruim pra carai e que ainda tinha uma certa quantidade de álcool (sim caro leitor, eu com menos de 10 anos ficava "alta" devido as colheradas do Biotônico). Após uma consulta com a doutora Lourdes, eu passei a tomar um remédio para abrir o apetite. E sim, isso deu uma estufada legal, sem comentar que a tendência a engordar ( herdada do lado paterno) mostrou sua eficiência no início da puberdade. Adeus pernas finas, adeus ossinhos visíveis...hellooooo banhas e estrias ganhas pelo efeito sanfona. 

A educação física ajudava a manter o peso, porque eu sou uma Magali confessa! Adoro comer, acho que nenhum passeio ou reunião está completo sem ter um lanchinho. Meu sonho é ter um cantinho só meu para convidar meus amigos para um brunch. Eu até passei a incluir opções saudáveis no cardápio (beterraba, tomate, rúcula, alface, repolho, palmito, cogumelo, carne de panela, frango, peixe, etc), mas massas e doces são meu ponto fraco. Se eu antes não era uma bolostrô, era graças às 3 aulas semanais de educação física. Eu até que jogava bem, principalmente basquete. Não era aquela coisa tipo "Magic Pupo" ou "Shaquillel O' Shil", mas era regular. Hoje se eu pensar em dar um pique, acho que morro de cansaço. Não dá, mais um pouco e eu atrofio. Então comecei pelo básico, ou seja, caminhadas. 
O meu tempo é curto, mas eu aprendi com meu amigo Rique a otimizar o tempo, ou seja, aproveitá-lo ao máximo. Assim que volto do trabalho, eu me troco e vou caminhar na pracinha que tem ao final da rua. Ajuda muito o fato de não estar aquele calorão infernal e o bairro ser em sua essência residencial. O pequeno comércio e algumas clínicas não atrapalham em nada na paisagem. É até relaxante andar ao som dos passarinhos (apesar deles ainda competirem com o som dos motores dos carros). Hoje inclusive eu ouvi um bem-te-vi! A praça é bem cuidada, embora eu tenha encontrado algumas bitucas de cigarros. O horário das 17h não é tão cheio de gente, somente tinha duas senhoras conversando (uma delas segurando o seu golden retriever, lindo por sinal). Ainda tinha algumas pessoas próximas a banca de jornal que fica no centro da pracinha, entre eles dois senhorzinhos com um sotaque forte de quem veio da terrinha, ora pois!

Foram 30 minutos caminhando, eu na companhia do Senna ( é a minha camiseta com a estampa do meu ídolo e herói). Foi bom poder me desligar um pouco do estresse do trabalho. O caminho que eu faço da praça para minha casa é muito bonito também, pois o bairro é bem charmoso. Meu sonho é morar em algum daqueles sobradinhos fofos, mesmo sendo uma casa germinada. Minha mãe detesta essa ideia, por achar que seria possível ouvir tudo o que se passa na casa do vizinho. Nisso ela tem razão: já pensou eu querendo dormir e o casal da casa ao lado num tico-tico no fubico "hardcore"? 

Espero que não seja apenas fogo de palha essa minha vontade de me exercitar. Já estava me sentindo um velha enferrujada ( e olha que eu nem cheguei aos 30 anos). Vou torcer para que todos os benefícios das caminhas "plus" minha reeducação alimentar ajudem a me sentir melhor. Só vou maneirar nesse começo, afinal não quero ficar exausta como a nossa amiga das olimpíadas de LA, quando ela completou a maratona em último lugar, toda torta devido as dores e cansaços. Afinal, eu não sou atleta profissional, logo, não preciso conviver com a dor.

PS: ironicamente,eu fiz minha caminhada ao som de Parklife (que pode ser traduzido para Sedentarismo), do Blur .

 

sábado, 21 de março de 2009

O outono chegou



'É no outono que a natureza ensina ao homem que morrer é natural."



Ontem acordei pontualmente às seis horas, demorei no banho,como de costume, e tomei rapidamente o café da manhã. Os meus pensamentos eram processados porque eu ainda me encontrava naquele estado meio acordada, meio dormindo... Foi quando eu coloquei os pés pra fora de casa e percebi uma mudança em volta. O clima estava mais fresquinho, uma brisa leve que levantava meus cachos, o sol lutando para se desvencilhar das nuvens branco-pálidas. Se o céu fosse um grande quadro, com certeza o artista teria usado uma tinta azul claro e dado pinceladas rápidas para compor as nuvens. O outono começara e com ele chegava uma boa sensação, de disposição e mudanças. Explico: o outono é uma estação de transição, do verão para o inverno, sendo que, aqui abaixo da linha do Equador, ele se inicia em 20 de Março e termina em 21 de Junho. Minha estação preferida, diga-se de passagem. Eu nasci em pleno o outono e adoro esse clima inspirador, um tempo para reflexão. Sim, ele dá um tom introspectivo, mais solitário também. Tempo reservado a minhas idéias e avaliar tudo o que fiz até então. Com a chegada do outono e consequentemente do meu aniversário, essas questões são mais constantes. Ver que mais um ano se passou e colher os frutos das minhas proezas, os resultados das minhas escolhas, perceber que as vezes eu preciso ser mais firme em minhas decisões para não voltar a erros cometidos no passado. Esse hábito de pensar muito e analisar os prós e os contras parece até coisa de "gente velha". Pensando assim, até faz jus essa estação ser associado a velhice. Bobagem! Além disso, não há nada mais gostoso do que ir a um parque na tarde de outono, ver as folhas amarelas caídas, o solzinho morno, e ao seu lado alguém querido para um bom bate papo. O outono me traz um conforto indescritível. E foi esse conforto que senti na manhã de ontem e sentirei nos próximos dias! Por isso não pude me conter e cantei uma musiquinha aprendida na 1ª série B do antigo colégio Chafic:
"O outono chegou
e chegou para ficar!
Foi se embora o verão,
que se foi mas vai voltar.
No outono as folhas caem
mas os frutos vão brotar
e com ele a alegria
da merenda escolar!!"