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sábado, 2 de março de 2013

Mamonas is very porreta

Nessa semana eu fiquei pensando qual seria a primeira banda de rock da qual eu virei fã. Bom, o primeiro videoclipe que eu assisti na minha vida foi "Shiny Happy People", do REM, grupo originário da Georgia, EUA. Eu deveria ter uns 4 ou 5 anos, a MTV tinha acabado de estrear aqui no Brasil e minha irmã Luciana foi a responsável em sintonizar o canal na nossa tv Sharp, 14 polegadas, que não tinha controle remoto. Eis o clipe em questão:


Como vocês podem ter percebido, Shiny Happy People é ultra-hiper-mega colorido e com um enooooooorme apelo infantil. Depois que você conhece a carreira do grupo vai perceber que essa canção destoa de toda a discografia deles. Mas para uma pequerrucha que eu era no início dos anos 90, essa música e, claro o clipe, era um maior barato! Era só ouvir o tec-tec-tec do macaquinho que eu corria pra frente da tv para dançar igual ao vocalista Micheal Stipe e a Kate Pierson ( vocalista do B-52's que deu uma canja na música como backing vocals). Aliás, eu queria muito, na verdade até hoje eu quero, um vestido igual ao que ela usa no clipe. 

Ok mas eu não posso eleger o REM  como minha primeira banda de rock porque simplesmente eu só conhecia essa canção, cantava no meu inglês embromation e só virei fã mesmo durante a minha adolescência. Nesta manhã, imediatamente após acordar, meu primeiro pensamento foi "hoje é 2 de março, um sábado e foi exatamente nessa data, também em um sábado, que ocorreu a morte dos Mamonas Assassinas". Parafraseando o comentarista do Foxsports, Rodrigo Bueno, só quem viveu o fenômeno Mamonas Assassinas sabe o que é Mamonas Assassinas. O ano de 95 foi tomado de assalto por 5 jovens de Guarulhos (cidade da região da Grande São Paulo), jovens talentosos e de muita, mas bota muita criatividade nisso. A primeira música que eu ouvi foi O Vira e o engraçado foi que eu pensei em se tratar realmente de um grupo português, ora pois.


Mas rapidamente eu e todo o Brasil logo descobrimos quem eram aqueles "malucos"porque imediatamente vivemos a MamonasMania: todas as rádios tocavam as músicas do grupo, Globo, SBT, BAND, MTV  e MANCHETE exibiam programas onde a atração principal era os Mamonas. Revistas e jornais dedicavam matérias sobre a história do grupo e a quebra de recordes que eles alcançaram em tão pouco tempo. Do dia pra noite Dinho (vocal), Bento Hiroto (guitarra), Samuel Reoli (baixo), Sérgio Reoli (bateria) e Júlio Rasec (teclados) deixaram de ser meros desconhecidos e tornaram-se nossos ídolos. Talvez nem eles imaginariam o sucesso que fariam com a criançada. Mas afinal, era muito bacana vê-los tocando fantasiados, brincando, tirando sarro nas músicas, SE DIVERTINDO E DIVERTINDO A TODOS NÓS. Logo eles também viraram uma grande máquina de fazer dinheiro e a alegria dos programas de tv, pois era garantia de Ibope alto com a participação do grupo. Nossa, e pensar que eu cheguei a assistir ao Domingo Legal só porque eles estariam no programa, hahahaha! Não só no programa de Gugu Liberato, mas no Faustão, Xuxa Hits, Hebe, Programa Livre, eles batiam o ponto. Engraçado lembrar também a preocupação dos pais pelo conteúdo das letras "obscenas". Na real, era tudo muito divertido, um humor que se equilibrava na linha tênue entre o ingênuo e o sacana. 


Engraçado os pais de hoje em dia acharam "super normal" a criançada ouvir funk carioca como se fosse a coisa mais normal do mundo. 



O único álbum do grupo vendia feito água e todas (isso mesmo) TODAS as músicas estavam na boca da galera. Agora que eu cresci dá até pra filosofar em cima das letras. Tem qualidade sim ou por que será que nenhuma outra banda "metida à engraçadinha" não vingou? Quando você pega a letra de Mundo Animal ou Uma Arlinda Mulher, não pensa imediatamente "poxa, isso é maneiro e tão simples, EU poderia fazer algo igual ou até melhor". Mas quando resolve escrever...não sai nada! Isso é a prova de que eles era talentosos e era dotados de um enorme carisma. E como eu sempre digo, carisma não se compra, nem se fabrica.

Infelizmente os integrantes tiveram um final trágico. No domingo, 3 de março, todos nós despertamos com a triste notícia do acidente no qual todos os passageiros morreram após o jatinho se chocar contra a Serra da Cantareira. Depois do Senna, essa foi a morte mais sentida por mim. Apesar de eu ver o acidente do Senna ao vivo pela televisão, o dos Mamonas chocou pela violência. Os corpos todos despedaçados, carbonizados. Será que eles já haviam desmaiados antes da explosão? A cena dos corpos cobertos e pendurados pelo helicóptero que ajudava no resgate me assustou muito. Eles eram tão jovens, por que um fim assim? Sei que algumas pessoas próximas de mim viram as fotos dos corpos; eu nunca tive coragem de ver. Eu quero a imagem deles como caras alegres que só tinham uma missão: divertir o nosso povo tão sofrido.

Eu tentei descrever o que foi ter vivido nessa época, mas se não deu certo, aqui vai o especial que a Globo fez sobre os Mamonas:


Tá aí, realmente os Mamonas foi a minha primeira banda de rock da qual virei fã.

Saudades.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ela é a fera, ela é a Bela


De todas as princesas Disney, a Bela sempre foi a minha favorita. Não seria exagero afirma que  "A Bela e a Fera" é o desenho mais visto por mim, superando até "O Rei Leão". Infelizmente não tive a chance de assisti-los no cinema. Faço um esforço danado para me lembrar a razão pela qual pedi de presente o VHS d'A Bela e a Fera. Todo esse fascínio começou na época do lançamento da animação, em 1992 (Shilzinha com 6 anos). Logicamente eu não era essa cine-nerd-rock que sou hoje em dia. Mas já tinha bom gosto desde pequena. Juro não me recordar de ser bombardeada por propagandas do filme, mas apenas de uma reportagem do Jornal Hoje. O motivo de A Bela e a Fera chamar tanta atenção foi a sua indicação ao Oscar® de Melhor Filme. Aquilo foi um fato inédito na história da Academy Awards. Anos mais tarde foi criada uma categoria para que as animações concorressem (prêmio de melhor Animação) e o primeiro vencedor foi Shrek, da Dreamworks. Procurando Nemo, Os Incríveis, Happy Feet, Wall•e, Toy Story, Rango foram alguns dos vencedores. Todos eles estão na minha lista de favoritos, mas nada se compara ao frisson que A Bela e a Fera causou na minha infância.

Realmente tô fazendo uma viagem no tempo para me lembrar em qual ocasião eu ganhei de 
presente o VHS. Dia das crianças ou natal? Só sei que fiquei muito orgulhosa. Junto com a fita veio um livro, que basicamente contava a  mesma história. Se eu ia para casa da Li ou pra casa do meu pai, levava juntos o VHS e o livro. Outra oportunidade de assistir ao filme era quando tinha horário político. Sempre eu e o meu sobrinho Thiago (na época com pouco mais de 2 anos) pedíamos pra ver. E o Thi, tadinho, acabava dormindo no meio da exibição e por um bom tempo ficou sem saber o final da história.

Resumindo a história, a Disney fez a seguinte versão: um jovem príncipe vivia em seu castelo (só poderia ser num castelo, né? Imaginou ele vivendo numa casinha de sapê?!), contando apenas com a presença de seus subalternos. Numa noite de tempestade, uma velha mendiga bate a sua porta, pedindo abrigo e comida. Em troca ela oferecia uma rosa. O príncipe ficou horrorizado com a feiura da velha e a expulsou. Mas ela era uma feiticeira e acabou jogando um feitiço no príncipe e em todos os moradores do castelo: ele se transformou numa horrível Fera e os empregados em objetos. Somente se ele aprendesse a amar e fosse retribuído, o feitiço se acabaria. Caso contrário, ele permaneceria Fera para sempre. O filme dá um salto no tempo e conhecemo a jovem Bela, filha única de Maurice, um velho inventor,e que vivia numa vila na França. Ele participará de uma feira de invenções, porém ele acaba se perdendo no caminho e acaba procurando abrigo em um horripilante castelo. Lá acaba tornando se prisioneiro da Fera e cabe a Bela libertar o seu pai, oferecendo-se como prisioneira. Em suma, é isso (confesso que o calor de 36º me impendem de detalhar mais o filme, a preguiça só aumenta e tô quase vendo miragens na minha frente! Vão pro Google!).

No alto dos meus 6 anos o que me chamava atenção era a mensagem de nunca julgar as pessoas pela aparência (muito antes de ver uma animação de um certo ogro verde). Claro que o alívio cômico por parte dos objetos-empregados do castelo e os números musicais me encantavam. Mas conforme eu ia crescendo (entendam: amadurecendo), eu prestava atenção a novas nuances. O diálogo abaixo já nos entrega todo o perfil da personagem:

-Papai, o senhor  me acha estranha?
-Minha filha, estranha? Onde você ouviu uma coisa dessas?
- ah, não sei, é que me sinto tão só, não tenho ninguém pra conversar...
-E o que me diz do Gaston? Ele é um rapaz bonito....
-É, é bonito sim e rude e convencido, não papai, ele não é pra mim.

Logo de cara percebemos que ela tem personalidade. No primeiro musical, os moradores da vila cantam que "O nome dela quer dizer beleza, especial é essa donzela/Mas por tras dessa fachada, ela é muito fechada/Ela é metida a inteligente/ Não se parece com a gente/Se há uma moça diferente é Bela"


Rola uma identificação total agora por notar a paixão da Bela pelos livros e suas visitas a biblioteca. Qualquer semelhança não é mera coincidência. Ela torna-se o oposto do que espera o Gaston. Isso fica mais evidente na cena em que o brutamontes joga o livro da nossa heroína na lama:

-Não é direito uma mulher ler...logo ela começa a ter a ideias, a pensar...
-Ora Gaston, você é um homem muito primitivo...
-Ah, obrigado Bela. 

Em outro momento, ao tentar pedir a mão de Bela em casamento, Gaston mostra qual é o papel da mulher na sua restrita visão de mundo:

-Imagine uma cabaninha rústica, a minha última caça assando, a esposinha massageando meu pés...as crianças correndo pela casa, brincando com os cães. Teremos 6 ou 7 (filhos). 

Mas a Bela sempre deixou claro que quer mais do que a vida do interior. Ela prezava por sua 
liberdade. Tanto que após o fora que ela dá em Gaston, acontece um dos meus momentos favoritos do filme, quando ela sai de casa indignada e cantando:

"Madame Gaston
Casar com ele
Madame Gaston
mas que horror
jamais serei esposa dele
Eu quero mais que a vida do interior
Eu quero viver num mundo bem mais amplo
Com coisas lindas paraver
E o que mais desejo ter
É alguem pra me entender
E é por isso que tenho tantas coisas pra dizer!"

Todas as minhas amigas puxam a sardinha pro lado da Ariel ( a Pequena Sereia). Sim, ambas querem conhecer o mundo, tem sede de conhecimento e aventuras, mas a Ariel está mais para uma adolescente rebelde confrontando as ordens do pai, disposta a mudar sua própria natureza  e abrir a mão de sua voz para conquistar o seu príncipe encantado. A Bela já faz um esforço maior e mais digno: ela troca sua liberdade pela do pai. Ela enfrenta a Fera de igual para igual e num momento de compaixão ajuda a Fera, após ter sido resgatada de um ataque de lobos. É nisso que a Bela ganha pontos. Ela nutre aquilo que podemos chamar de amor por um ser de aparência bestial, não é aquele lance de amor à primeira vista pelo príncipe encantado. Ali, o envolvimento dela com a Fera demonstra carinho e respeito. Mas aí vem um engraçadinho insinuando que rola uma zoofilia na parada! Por favor não destruam minha infância.Hoje eu vejo a Fera como uma representação mais animalesca do ser humano. A sua agressividade, força física, falta de controle. Mesmo assim o amor surge entre os dois. Tanto que uma das cenas mais lindas ( e melancólica) é após o baile, quando a Fera liberta a sua amada para que ela vá buscar o pai perdido na floresta. O verdadeiro amor liberta. O que Gaston queria era ter Bela como mais um de seus troféus. Ele nunca a amou.

"Desde o primeiro dia em que a vi eu disse, não há ninguém igual a ela/eu vi logo 
que ela tinha a beleza igual a minha e por isso eu quero casar com ela"

Gaston a considerava a melhor e para ele nada mais natural que casar com a melhor. Tão narcisista que ele se via ao observar a Bela (eu vi logo que ela tinha a beleza igual a minha). Isso é o desejo, a possessividade. Não é genial observar esses pequenos detalhes em uma animação? É tão rica, mais do que muito filme "sério" lançado atualmente. 


É chegada a minha hora de viver num mundo mais amplo. 




Nota da autora: o título do texto foi tirado da música "Foi ela", de Sergio Sampaio cantada na voz de Silvia Machete

Nota da autora 2: esse texto foi ruminado durante a semana inteira, antes da notícia bombástica da compra da Lucasfilm pela Disney. Portanto a Bela passa a ser a minha segunda princesa Disney favorita. O primeiro lugar sempre será da princesa Léia, porque ela tem o melhor príncipe e o melhor pai!


♫Sugestão de trilha sonora:


sábado, 14 de novembro de 2009

Era uma casa muito engraçada...

Sempre quando tenho que encontrar meus documentos, como o histórico escolar ou certidão de nascimento para poder tirar cópias e entregar no trampo novo, eu acabo encontrando algumas coisas curiosas! Teve uma vez que encontrei minha certidão de batismo! Eu não fui batizada quando pequena, foi uma escolha minha querer ser batizada aos 13 anos, achei que compreenderia o mundo melhor se seguisse alguma religião, mas ledo engano! O batismo aconteceu em 26/09/2000 e em menos de 10 anos me conveci que sou uma atéia convicta. Outra coisa interessante foi um trabalhinho feito quando era uma criancinha ingênua e cheia de planos. Vejam, eu digitalizei esses documentos históricos:


Eu sempre desenhava sol com uma carinha feliz, como aquele que aparecia no cenário do Show Mara Maravilha!


Casa grande, com um quarto só meu, um pé de "blueberry" com um balanço pendurado e um céu cheio de corações!


Minha tentiva de desenhar os Ursinhos Carinhosos!

Fiquei tão feliz ao saber que minha mãe guardava meus trabalhos escolares, que até liguei pra ela só pra dizer que a amava!


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Desperte o tigre em você!!!!

   Hoje pela manhã fui saborear meu Sucrilhos® quando eu reparei na caixa do cereal... ela não é mais a mesma do tempo em que eu era criança. Antes o tigre Tony® tinha uma expressão mais feliz,segurando uma colher e a sua frente um tigelão de Sucrilhos com morangos!!!! Hummm
   Mas o pessoal que cuida do "visu" da embalagem deixou o tigelão de lado e pôs a cara do tigre ocupando toda a caixa,e no lugar do seu semblante feliz,vemos um Tony com cara de mal,tipo " vai encarar?". Não é de hoje que percebo como muitas coisas que antes eram diretamente direcionadas às crianças perderam esse apelo infantil...Outros cereais e alimentos mostram agora jovens praticando esportes (com manobras impossíveis de serem feitas na vida real,tudo bem...),com promoções que dão aos contemplados iPods,skates,mochilas;poxa cadê aquelas colherzinhas que mudavam de cor quando colocadas dentro do leite gelado!!! Tiraram todo o sabor da infância!!!Reparem que a Kellogs® nem divulga os outros cereais com Choco Crips,Hooney Hut,Froot Loops,agora eles só querem despertar o tigre que há em toda criança!!!! Sem falar que essas propagandas são pra tirar o peso da consciência,afinal após entupirem as crianças com flocos de milhos carregados de açúcar,eles acham que podem colocar os fedelhos pra malhar!!!
   Rá rá rá!!!! Por hoje é só pessoas, que eu vou revirar meu baú do passado e ver se recordo de outras doces lembranças!!!


P.S: pelo nome dado ao blog,ele terá o subtítulo de "o melhor blog sobre o nada"!!!!!