Hoje o papo será breve. Acabei de saber pela minha irmã Márcia que nossa sobrinha, Maria Luiza (a popular Malu) virou manicure. Que a Maluzinha é pra lá de vaidosa, isso todos já sabem. Mas que no alto de seus 6 aninhos ela já tenha encontrado sua vocação, isso me surpreende e assusta ao mesmo tempo.
Ontem ela foi com sua mãe e a Márcia na Kátia, a nossa manicure oficial, e comentou que faria as unhas da avó paterna, a Dona Carmem, cobrando a bagatela de 2 reais. Lógico que ela não sabe tirar cutícula, nem lixar com precisão; o que a Maria entende por fazer as unhas é pintá-las. A Kátia ainda brincou dizendo que a partir de agora a Maria virou concorrente dela. Mas a concorrência não a impediu de doar alguns esmaltes para nossa jovem manicure.
Claro que me chamou a atenção o fato da minha sobrinha cobrar a avó pelo serviço. Alguns podem achar que já estamos transformando a menina numa capitalista-mirim. Não é nada disso gente; talvez a melhor coisa que acontecerá para a Malu nessa nova empreitada será aprender a economizar. Uma coisa temos que admitir: minha sobrinha teve um processo de mimação, o que a tornou um tanto chatinha sempre quando saíamos e ela encasquetava de pedir um presente. Calma lá Malu, a vida não é só de mimos. Mas existe uma espécie que não resiste aos encantos infantis e ela atende pelo nome de avós. Depois de todo diálogo possível com a criança, vem o avô ou a avó nos bastidores e faz a vontade do netinho/netinha. Isso aconteceu no dia 13/09/11, quando fomos na tarde de autógrafos do Felipe Andreoli do CQC. Ela estava avisada de antemão que não compraríamos nada nem para ela e para o Gabriel. Claro que o aviso entrou pelo ouvido e saiu pelo outro. Foi uma insistência enorme em querer levar um livro para casa. Chorinho, resmungo, chiliques. Tive que usar de toda a paciência e de um certo tato para convencê-la de que naquele dia não era possível comprar e que nem tudo pode ser do jeito que ela quer. Mas minha sobrinha não desistiu tão fácil. A nossa sorte foi que a mãe dela tinha dado 10 reais. Parte dela a Maria comprou um sorvete para ela e outro para o Gá. Então com o troco ela pode comprar uma daquelas revistinhas com passatempos. Assim que saímos da livraria, eu falei para a Malu que se ela guardasse sempre 1 real por dia, no final de um mês já teria economizado 30 reais.
Pois bem, creio que com esse servicinho minha sobrinha dará um pouco mais de valor ao dinheiro, uma vez que ele não será dado de mão beijada. Para ela, será uma grande diversão que contribuirá um pouco mais para seu amadurecimento. Que neste caso não tem nada a ver com pular etapas. Afinal, ninguém está obrigando a menina a fazer as unhas.
Bom, hoje ela teve seu primeiro dia de trabalho. A dona Carmem resolveu pregar uma peça na netinha e logo depois do esmalte secar, ela agradeceu e elogiou o trabalho e "esqueceu" de pagar. A Maria não demorou 1 minuto para soltar:
"Ô vó, não tá esquecendo de me pagar? :D"
Ps: Dei um tempinho aqui e atendi a ligação da minha amicíssima Gabby. Comentei sobre a nossa nova manicure e ela já deu a dica de fazermos o cartãozinho de divulgação. O nome veio na hora: Malucure rs.
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domingo, 25 de setembro de 2011
domingo, 9 de agosto de 2009
A Bruxinha Atrapalhada

Hoje finalmente fui ao Centro Cultural Banco do Brasil com os meus sobrinhos para assistirmos a peça "A Bruxinha Atrapalhada". Fazia um tempinho que eu queria levá-los para conferir a história da Bruxinha que tinha uma varinha mágica de uma fada e por isso todas as suas magias saíam atrapalhadas. A história é de autoria de Eva Funari e a peça é dirigida pela Márcia Abujamra, elenco composto pela Luah Guimarãez e Thiago Antunes, manipulação de bonecos de Alba Brito e Rogério Uchoas e músicas de André Abujamra.
Desde a semana passada prometi ao Gá e a Maluzinha esse passeio, aproveitando os meus últimos dias de férias e a oportunidade de acrescentar um pouco de cultura para essas crianças. Se dependesse da minha irmã eles só ficariam enfurnados em casa, vendo tv 24h. Uma bela forma de alienação. A minha idéia era ir no dia 1º e até fui à casa deles e dormir lá para depois, logo de manhã, irmos direto ao Centro (a peça começa às 11h). Mas quem disse que conseguimos cumprir o combinado? Também pudera, na sexta-feira eu estava o 'osso' de tanto andar pela República atrás de trampo, cheia de bolhas nos pés! Nunca conseguiria acordar cedo por isso combinamos de ir no domingo. Também chamei minha mãe porque, sinceramente, não seria tarefa fácil sair com meus 'anjinhos' no Centro. Mas acontece que minha mãe arregou e pediu uma nova data. O resultado foi uma Malu bravinha exclamando "Se não vai cumprir, não promete!!!"
Mas finalmente o dia chegou e ele foi mais que perfeito. Começando pela bela manhã de sol, sem trânsito, sem correria e eu com uma grande disposição. Nada de contra-tempos (aleluia!) e nem filas para garantir os ingressos. Uma pena só não termos uma tempo maior para observarmos as exposições disponíveis no CCBB, mas talvez foi melhor assim porque algumas delas tinha imagens fortes para crianças. Muitas crianças acompanhadas de seus pais aguardando ansiosamente pelo espetáculo. Nós não nos decepcionamos. Ao contrário do que eu pensei, a peça não era apenas de fantoches, tinha também o casal de atores (Bruxinha e o Gato) e os manipuladores. Ah e é um espetáculo mudo, dedicado a crianças de todas as idades. ?As situações de brincadeira, surpresa e atrapalhação vividas pela Bruxinha se parecem muito às brincadeiras de "faz de conta que..." e estimula a imaginação das crianças a criarem suas próprias histórias. Ainda bem que o susto inicial do Gá e da Malu do escuro logo passou, seria uma pena sair da exibição! Adoro quando algo é feito com carinho e respeito às crianças, tratando-as como pessoas inteligentes, não apenas alvo de publicidade maciça para adquirir determinado brinquedo.
Como sou uma pessoa curiosa é claro que corria para o pc e pesquisei sobre outras peças da Márcia, dos atores principais e logicamente sobre Eva Furnari e suas criações como ilustradora! A Bruxinha ganhou mais uma fã!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Eu não sou nenhuma Saint
Eu não gostava do meu nome, Silvia, porque ele dá a impressão de batizar uma pessoa mais velha. Quando eu o ouço, me veem a cabeça a imagem de uma mulher de cabelo cor acaju, com óculos de aro grosso, aparência cansada e vestindo um tailler cafonérrimo (nossa, acabo de descrever a Dilma Roussef). O responsável por eu ser Silvia foi meu pai; num lance de total falta de criatividade ele colocou o nome da minha mãe em mim e isso acaba gerando confusões, principalmente quando ligam em casa e ninguém sabe se é para mim ou ela. Versão live action de Bob pai e Bob filho.
Acontece que até a primeira metade da década passada eu nunca vi Silvias com algum tipo destaque. As apresentadoras infantis eram a Xuxa, Mara, Mariane, Angélica - nenhuma xará... Havia sim uma personagem no Rá-Tim-Bum (Tv Cultura), a cobrinha Silvia, de dois famosos bordões: "o meu nome não é Silvia, é Sssssssssssssssssilvia" e "da próxima vezzzzzzzzz, eu te pego". Não posso ser injusta e esquecer de citar uma apresentadora que marcou época, embora fosse de um programa direcionado a um público mais velho: a Silvia Poppovick (Band). Era comum fazerem piadinhas devido a semelhança dos sobrenomes :"ah você é a Silvia? Silvia Pupovick?" Lembram de alguma atriz com esse nome? Tirando do baú tem a Silvia Bandeira (que era coadjuvante do coadjuvante do coadjuvante) e a Pfeifer (que nunca mais vi atuando). Trauma maior foi saber, no colegial, que existe uma atriz pornô chamada Sylvia Saint!!! Para seus fãs, ela é mesmo uma santidade... "Silvia, eu sei que você 'Saint' muito..."- sinto uma raiva do caramba por esse trocadilho cretino¬¬.
Mas o momento de reconhecimento chegou!!!! Tudo começou com a personagem feita pela Alinne Moraes na novela "Duas Caras" (ok, a Silvia era uma psicopata, mas pelo menos já era antagonista do horário nobre). Nos cinemas tivemos duas cinebiografias em que Sylvias foram brilhantemente apresentadas. A primeira em 2003, "Sylvia - Paixão Além das Palavras", tem como protagonista Gwyneth Paltrow. A história de Sylvia Plath, uma das mais famosas novelistas da literatura norte-americana. Nascida em Boston durante a Grande Depressão, Sylvia ainda jovem tentou cometer suicídio, na casa de sua mãe. Ela viaja à Inglaterra para estudar em Cambridge e lá conhece o jovem poeta Ted Hughes (Daniel Craig, vulgo 007), por quem se apaixona e vive um longo romance. O segundo foi "Em Busca da Terra do Nunca", no qual Johnny Depp é J.M Barrie, autor de peças teatrais, que apesar da fama que possui está enfrentando problemas com seu trabalho mais recente, que não foi bem recebido pelo público. Em busca de inspiração para uma nova peça,Barrie a encontra ao fazer sua caminhada diária pelos jardins Kensington, em Londres. É lá que ele conhece a família Davies, formada por Sylvia (Kate Winslet), que enviuvou recentemente, e seus quatro filhos. Barrie logo se torna amigo da família, ensinando às crianças alguns truques e criando histórias fantásticas para eles, envolvendo castelos, reis, piratas, vaqueiros e naufrágios. Inspirado por esta convivência, Barrie cria seu trabalho de maior sucesso: Peter Pan. Dica da Shil: tenha ao lado um caixa de lencinhos...
E a escalada "silvística" chega à música. Basta de Camisa de Vênus nos chamarem de piranha!Agora sei que o rei Elvis e Chiquito Buarque têm lindas canções com nosso sagrado nome. E há uma cantora que fisgou meu coração, ela pegou, pegou , pegou no meu pé! Silvia Machete, simplesmente mulher, tem um talento circense, linda voz, falta de pudor e ares de atriz. Ela não se limita a cantar: em cima do palco Silvia assobia, toca violão, rebola o bambolê, fuma um baseado (de orégano) e toma um drink. Adotei suas interpretações como hinos - afinal, são músicas safadas para corações românticos! Não seria exagero dizer que graças a Machete, eu tenho orgulho em ser Silvia. "Eu não sou nenhuma santa"
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
GENÊSIS
A partir de hoje dou início a este simples e serelepe blog, "Só sei que nada sei"*. Não tenho a intenção de ter o blog mais lido, mais "tchã nã nã", apenas ele surgiu de uma grande necessidade de expor tudo que fica preso na minha cachola! Você vai perceber com o tempo o quanto confuso ele será, várias idéias e informações ao mesmo tempo, uma abuso de digressões e vários erros gramaticais. Bom, nada mais natural em eu inaugurar esse blog com a história da MINHA origem.
Tudo começou quando a Pupo-Mor terminou seu casamento com o 1º J.C**.; assim após um pequeno período ela conhece seu 2º J.C., aquele que viria a ser meu pai! Porém essa sua nova investida no amor não deu certo também... Com 40 anos vividos ela notou que suas "regras***" não vieram mais, sofria algumas alterações no humor, enfim, achou que sua função de conceber um bebê era encerrada. Ledo engano!!! Qual foi a surpresa dela ao ouvir do doutor "Parabéns mamãe, a sua menopausa vai nascer em aproximadamente 8 meses!" - até hoje tento entender de que modo minha mãe não soube diferenciar uma menopausa de uma gravidez, sendo ela craque no assunto pois teve 5 filhos antes de mim!!!!
Passado esses 8 meses, enfim minha mãe deu entrada no hospital no dia 22/04/1986 e às 16h50 eu saí da minha casinha mais aconchegante (sim, eu quis dizer o útero mesmo!), porém o mais bizarro foi o fato de que isso ocorreu ao som de Elton John!!! "Nikita" foi trilha sonora do meu nascimento!!! E pra completar com chave de ouro, o médico me sai com essa: "Sua filha vai ser roqueira!", o que nos faz chegar a 2 conclusões:
- ELE NÃO TEM CONHECIMENTO MUSICAL,DESDE QUANDO ELTON JOHN É ROCK ?!
- EM PARTES ELE FOI PROFÉTICO,PORQUE SIM,SOU ROQUEIRA DE CARTEIRINHA
Bom, isso é só o começo do que vou compartilhar com vocês, espero não surtá-los!
*o nome do blog surgiu num bate-papo no msn com minha amiga virtual Gi, para não cairmos na mesmice de ter como título "blog da Sil" entre outros; foi dela a idéia de ter um título bem filosófico!! Valeu Gi!!!\o/
**a história do J.C. terá um capítulo a parte,não percam!
***minhas impressões sobre quando estamos de Chico também serão compartilhadas com vocês!!
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