Mostrando postagens com marcador Silvia Machete. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Silvia Machete. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de novembro de 2009

Tirando o atraso

   Deixe-me tirar a poeira acumulada, faz um bom tempo que eu não escrevo. Não que me faltem histórias para contar mas agora meu dia-a-dia está muito corrido. Novos tempos, novos planos e novos rumos. Desde a última terça-feira consegui um emprego, sinto me mais confortável, agora não pareço uma inútil em casa. Finalmente não preciso mais ir de agência e agência com currículos embaixo dos braços, ouvindo não atrás de não. Durante todo esse mês de novembro estarei em treinamento, das 15 horas até 21, no centrão de Sampa. Se por uma lado tenho a minha disposição uma boa empresa, com bons profissionais e novos colegas de treinamento muito legais, por outro há um único pequeno senão: o local. Um grande amigo meu diz que nenhum lugar é mais seguro, corremos o risco de sermos assaltados a qualquer momento, horário ou local. Mas o centro de São Paulo me causa mais medo. Não basta os trombadinhas, agora eles tem a companhia dos trombadões que ficam a espreita nas saídas dos bancos para assaltar o 1º que sair da agência. O cheiro da Praça da República não é dos mais agradáveis. Ver jovens sob efeitos de drogas, crianças fumando, tudo isso me preocupa. Eu tento pensar o que levou as essas pessoas que vivem na rua a chegarem nessa situação. Fico pensando como tentar reverter essa condição miserável em que eles vivem. De quem é a culpa? Dos nossos governantes, tão ocupados com obras, copas, olimpíadas mas não tem um projeto concreto voltado para o social? As próprias pessoas que são acomodas e se deixam levar pela criminalidade? Bom, essa será minha rotina agora, devo ficar mais atenta para não ser surpreendida.


   Antes dessa minha epopéia trabalhista, eu tive a oportunidade de assistir ao show do tremendão Erasmo Carlos, com participação mais que especial da Silvia Machete. Foi uma apresentação gratuita no shopping Anália Franco. Convoquei minha amiga Gabby para esse programa. Combinamos de nos encontrarmos na Barra Funda, de lá seguir para o Tatuapé e depois pegar o busão no terminal. Foi um show perfeito e inesquecível, com Erasmo apresentando seus maiores hits ( "Festa de Arromba, "É proibido fumar", "Mulher", "Pode vir quente que eu estou fervendo" etc), contando com uma excelente banda de apoio, entre eles Os Filhos da Judith. A banda é formada por três rapazes cariocasLuiz Lopez (voz e guitarras), Pedro Dias (voz e baixo), Alan Fontenele (bateria), que bebem na fonte do rock dos anos 50/60, sendo os Beatles a principal referência. Sem falar que nós o achamos gatinhos‼ Eu e a Gabby começamos a campanha "queremos ser noras da Judith". A Silvia Machete foi um show a parte, talentosíssima e tem uma maravilhosa voz. Fez dueto com Erasmo e cantou 2 de seus sucessos. No fim ela deu um show a parte com seus bambolês. 


   Por fim, eu estive na última quarta-feira no shopping Higienópolis para garantir meu autógrafo do Marcelo Tas, que acabara de lançar o livro "Nunca Antes na História deste País", com as maiores pérolas do presida Lula. Além do eterno professor Tibúrcio, eu também conheci a nova CQC Monica Iozzi, a modelo Mariana Weicker, o colunista Zé Simão e o Marcelo Duarte, apresentador do "Loucos por futebol" da  ESPN e autor do Guia dos Curiosos. E o que falar do autor do livro? A simpatia em pessoa, muito atencioso e solícito com todos os  seus fãs. Demorou , mas valeu a pena prestigiá-lo.  

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Eu não sou nenhuma Saint

Eu não gostava do meu nome, Silvia, porque ele dá a impressão de batizar uma pessoa mais velha. Quando eu o ouço, me veem a cabeça a imagem de uma mulher de cabelo cor acaju, com óculos de aro grosso, aparência cansada e vestindo um tailler cafonérrimo (nossa, acabo de descrever a Dilma Roussef). O responsável por eu ser Silvia foi meu pai; num lance de total falta de criatividade ele colocou o nome da minha mãe em mim e isso acaba gerando confusões, principalmente quando ligam em casa e ninguém sabe se é para mim ou ela. Versão live action de Bob pai e Bob filho.

Acontece que até a primeira metade da década passada eu nunca vi Silvias com algum tipo destaque. As apresentadoras infantis eram a Xuxa, Mara, Mariane, Angélica - nenhuma xará... Havia sim uma personagem no -Tim-Bum (Tv Cultura), a cobrinha Silvia, de dois famosos bordões: "o meu nome não é Silvia, é Sssssssssssssssssilvia" e "da próxima vezzzzzzzzz, eu te pego". Não posso ser injusta e esquecer de citar uma apresentadora que marcou época, embora fosse de um programa direcionado a um público mais velho: a Silvia Poppovick (Band). Era comum fazerem piadinhas devido a semelhança dos sobrenomes :"ah você é a Silvia? Silvia Pupovick?" Lembram de alguma atriz com esse nome? Tirando do baú tem a Silvia Bandeira (que era coadjuvante do coadjuvante do coadjuvante) e a Pfeifer (que nunca mais vi atuando). Trauma maior foi saber, no colegial, que existe uma atriz pornô chamada Sylvia Saint!!! Para seus fãs, ela é mesmo uma santidade... "Silvia, eu sei que você 'Saint' muito..."- sinto uma raiva do caramba por esse trocadilho cretino¬¬.

Mas o momento de reconhecimento chegou!!!! Tudo começou com a personagem feita pela Alinne Moraes na novela "Duas Caras" (ok, a Silvia era uma psicopata, mas pelo menos já era antagonista do horário nobre). Nos cinemas tivemos duas cinebiografias em que Sylvias foram brilhantemente apresentadas. A primeira em 2003, "Sylvia - Paixão Além das Palavras", tem como protagonista Gwyneth Paltrow. A história de Sylvia Plath, uma das mais famosas novelistas da literatura norte-americana. Nascida em Boston durante a Grande Depressão, Sylvia ainda jovem tentou cometer suicídio, na casa de sua mãe. Ela viaja à Inglaterra para estudar em Cambridge e lá conhece o jovem poeta Ted Hughes (Daniel Craig, vulgo 007), por quem se apaixona e vive um longo romance. O segundo foi "Em Busca da Terra do Nunca", no qual Johnny Depp é J.M Barrie, autor de peças teatrais, que apesar da fama que possui está enfrentando problemas com seu trabalho mais recente, que não foi bem recebido pelo público. Em busca de inspiração para uma nova peça,Barrie a encontra ao fazer sua caminhada diária pelos jardins Kensington, em Londres. É lá que ele conhece a família Davies, formada por Sylvia (Kate Winslet), que enviuvou recentemente, e seus quatro filhos. Barrie logo se torna amigo da família, ensinando às crianças alguns truques e criando histórias fantásticas para eles, envolvendo castelos, reis, piratas, vaqueiros e naufrágios. Inspirado por esta convivência, Barrie cria seu trabalho de maior sucesso: Peter Pan. Dica da Shil: tenha ao lado um caixa de lencinhos...


E a escalada "silvística" chega à música. Basta de Camisa de Vênus nos chamarem de piranha!Agora sei que o rei Elvis e Chiquito Buarque têm lindas canções com nosso sagrado nome. E há uma cantora que fisgou meu coração, ela pegou, pegou , pegou no meu pé! Silvia Machete, simplesmente mulher, tem um talento circense, linda voz, falta de pudor e ares de atriz. Ela não se limita a cantar: em cima do palco Silvia assobia, toca violão, rebola o bambolê, fuma um baseado (de orégano) e toma um drink. Adotei suas interpretações como hinos - afinal, são músicas safadas para corações românticos! Não seria exagero dizer que graças a Machete, eu tenho orgulho em ser Silvia. "Eu não sou nenhuma santa"