sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Gafes, micos e king kongs

   Quem nunca pagou um mico que atire a primeira banana! Está para nascer o ser humano que nunca passou por um momento constrangedor. O mico não respeita cor, credo ou classe social. Você torna-se o centro das atenções para uma plateia alucinada rindo do seu fora. A princípio ficamos morrendo de vergonha, seguida de uma vontade de cavar um buraco e se esconder nele. Depois queremos mandar todos para aquele lugar, mas passado o nervoso, só nos resta rir da situação.


   Modelo caindo na passarela, Ex-BBB escorregando em desfile de carnaval, cantor errar letra de música, ou pior, o playback falhar na hora h, "apresentadora" soltar um "i de iscola" e posteriormente ser questionada por um famosíssimo animador e empresário se ela tem ensino fundamental completo! Tudo isso vocês já viram! E o que posso falar dos meus, então? Eu tenho essa mania de lembrar dos meus micos. É divertido. Uma vez na escola eu fiz todo mundo rir porque chamei o Marcelinho Carioca de "um grande marceneiro", sendo que minha intenção era chamá-lo de "mercenário". Outro inesquecível foi na fatídica noite de sábado na casa do Marcos. Nós resolvemos comer pizza de frango com catupiry acompanhada de uma Fanta bem gelada. Tudo transcorria bem até eu (sem querer) dar um arroto fenomenal, de tremer os pratos!!! O Marcos sempre faz questão de lembrar dessa noite!


   Mas meu maior King Kong foi causado pela minha mãe! Isso foi em 2000 (eu acho), estávamos indo ao banco e no meio do caminho tinha uma banca de jornal. Eu parei para comprar uma revista com alguma matéria sobre o Red Hot Chili Peppers. Achei uma revista poster e reparei que ela continha na foto principal uma imagem antiga da banda, com o Anthony Kiedis e suas longas madeixas e o John com carinha de bebê (que anos mais tarde seria modificada pelo excesso de drogas!). Perfeito, comprei e continuamos rumo ao banco. A minha mãe, curiosa, pediu para ver a foto do poster principal, mas eu não queira porque estávamos na fila e não queria causar por lá. Porém a autoridade da mãe falou mais alto e ela pegou da minha mão e começou abrir a revista. Qual não foi a minha surpresa quando ela terminou de abrir e ver essa imagem:






   Detalhe: tudo isso aconteceu na fila dos aposentados!!! Eu nem vi a reação deles, eu já estava no lado de fora do banco, deixando esse abacaxi com a minha mãe. Quem mandou ela ir com muita sede ao pote?



domingo, 25 de outubro de 2009

Minha tarde com Tarantino

   A tarde de sábado foi maravilhosa devido a divertidíssima aula de inglês. Tudo parecia bem até eu ligar o computador e ter uma surpresa desagradável... é muito chato ver que seus esforços não valem a pena. Que tudo parece ter sido em vão. Ironicamente, nessas horas em que eu apelo ao telefone, a bateria "cai". Corro pra pedir um help ao meu hermano Michel, ele sabe muito bem o que eu sinto, a situação dele também é muito complicada (diria mais, pior que a minha). Ficamos noite a dentro trocando ideias sobre os infortúnios dos relacionamentos, ciúmes, solidão. Foi revigorante poder falar com alguém que me entende. Seguindo a dica do Chell, resolvi me curtir e não figar correndo atrás do Marcolino. Meu plano para o domingo era finalmente ver ao filme "Bastardos Inglórios". Desde sua estreia eu estava louca para conferir. Porém, antes eu ainda queria muito ver "Up - Altas Aventuras" (vocês não imaginam o quanto sou fã das aminamões da Pixar/Disney) mas ninguém estava afim de ir comigo. Sou daquelas que adora uma companhia no cinema, é muito bom poder falar sobre o que o filme causou, onde acertou, erros, cenas mais legais. Mas nessas de ficar esperando a boa vontade do povo de ir comigo ao cinema é que eu acabo me dando mal, muitas vezes já deixei de conferir um ótimo filme por ninguém querer me acompanhar. Eu até tinha chamado a Milena para ir comigo, ela tinha demonstrado muito interesse no novo filme do Tarantino, mas ela "sem querer querendo" viu o filme na última quarta com um amigo. Tudo bem, eu já aprendi a ir sozinha nas sessões. Eu ainda tentei falar novamente com o Marcolino mas não fui bem sucedida. Foi até bom, porque ele quer ver 9 - A Salvação; não que a história tenha chamado a atenção dele mas apenas pelo fato da animação ser produzida pelo Tim Burton. Para ele, se tem dedo do Burton é bom idependente do que seja apresentado!!! Também sou fã desse diretor, mas me irrita esse fanatismo que acaba tirando o olhar crítico das pessoas.

   O que me levou a querer ver "Bastardos Inglórios" foram as críticas positivas ao filme. Eu mesma não sou uma expert quando o assiunto é Tarantino. Dele eu só vi "Pulp Fiction" e "Kill Bill Vol. 1 e 2", ou seja, os mais conhecidos comercialmente. Mas só de saber que o novo longa do Tarantino tem um vilão de tirar o chapéu, praticamente roubando a cena, só me fez salivar. Os vilões são os melhores personagens, na minha modesta opinião.
   Não é do meu feitio mas eu cheguei em cima da hora no Shopping "BomBom", exatamente às 14h50 para conseguir entrar na sessão das 15h. Mesmo com pouco tempo, eu ainda fiz questão de uma pipoquinha e um refri. Infelizmente a pipoca do Espaço Unibanco não chega aos pés da pipoca do Cinemark! Quando eu entrei a sala já estava praticamente cheia, com exceção das duas primeiras fileiras, sempre vazias porque ninguém quer ficar com o pescoço dolorido. Não exitei em sentar lá, pior que era na parte destinada aos cadeirantes mas como não tinha ninguém nessa situação, já fui me ajeitando. O ruim era quando chegava os atrasildos e ficavam caçando lugares. E como tinha senhorinhas na sessão buscando algum lugar pra sentar!!! Ah não, eu não cederia minha cadeira pra ninguém, aliás eu não era a única jovem sentada naquele setor! Mas o que aquelas pessoas com 80 A.C. faziam numa sessão do Tarantino???!!! Vão ver Faustão, senhoras! O chato foi as inúmera propagandas antes a exibição! Eu perdi as contas na 6ª, mas creio que foram mais de 10 e o único trailer foi do filme do Lula (sem comentários)...

   Não vou dar uma spoiler e falar sobre as cenas em questão, mas não posso deixar de comentar de como o filme é excelente. O filme é datado em 1941, onde a França sofre pela ocupação alemã, e em uma pacata fazenda de criação de vacas, o Coronel Hans Landa (Christoph Waltz) vai à procura de judeus. Nessa visita, a jovem Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent), que fazia parte de uma família de judeus que se escondia nessa fazenda, consegue escapar, porém perdendo todos aqueles que amava. Mudando-se para a cidade, após quatro anos ela consegue ser a proprietária de um cinema, onde lá ela conhece o jovem soldado Fredrick Zoller (Daniel Brühl), que se apaixona por ela. Em outro paralelo, estão os chamados “Bastardos inglórios”, um grupo de rebeldes liderado pelo Tenente Aldo Raine (Brad Pitt), que anda causando o terror e caos nas pequenas tropas alemãs que se encontram espalhadas pela França. Essas duas histórias se unem quando a espiã Bridget von Hammersmark (Diane Kruger) consegue que os bastardos entrem na estreia de um filme sobre a vida de Fredrick, que acontecerá no cinema de Soshana. Ainda que não se conheçam, o plano de ambos coincidem: matar todos os nazistas que ali estiverem presentes, incluindo, possivelmente, o próprio Adolf Hitler.
   Show de Brad Pitt com seu sotaque sulista carregado (e uma cena em particular arranca risos de todos da platéia), parecendo se divertir muito no filme; Christoph Waltz merecia todos os prêmios pelo papel de Landa, ele é envolvente, sádico, esperto e dá medo, tudo ao mesmo tempo... Mélanie Laurent estava per-fei-ta como Shosanna Dreyfus, eu saí do cinema querendo ser essa personagem (melhor eu parar por aqui, senão dou com a língua nos dentes).


   O ruim de ir sozinha foi não poder comentar todas as impressões causadas pela película. A  minha vontade foi gritar : EU VI UM FILME FODA!



segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sonho meu



 Eu já descrevi aqui no "Só sei que nada sei" alguns sonhos. Não se tratam dos meus planos futuros mas sim tudo aquilo que ocorre no meu inconsciente. Esse assunto me fascina desde quando iniciara minha terapia. Por conta própria eu comecei a ler sobre o Freud. Por isso eu sou contra a ideia de um colega minha, a de que os sonhos são premeditórios e que cada elemento apresentado nele tem um significado fixo, como é bastante divulgado em livros. Para minha colega, quando você sonha com dente caindo é sinal de morte, se vê uma pessoa com um bebê é porque vai engravidar. Eu já acho que os sonhos  revelam todo o nosso inconsciente, tudo que está escondido em nossas mentes, os nossos desejos mais secretos.Vou aqui compartilhar com vocês meu último sonho, ocorrido nessa noite de domingo para segunda. Lembrem-se, ele é muito nonsense mas acredito ser interessante o bastante que vale a pena ser lido.
   Eu estava em casa me arrumando para uma entrevista de emprego, que de fato aconteceria na vida real. Fui orientada pela entrevistadora ir de traje social, então eu estava vestindo uma calça social preta e uma blusa roxa de gola alta (que existem mesmo no meu guarda-roupa). Ao sair de casa percebi o tempo instável com muitas nuvens carregadas. Na verdade, não só o céu era assim, mas os prédios e casas também apresentavam esse tom cinza apagado. Quando eu já estava cortando o caminho pelo estacionamento do Carrefour para seguir em direção ao metrô, eu reparei que estava descalça. O engreçado era que eu realmente sentia as irregularidades do piso sob meus pés. Aparentemente eu estava atrasada porque voltei para casa muito desanimada. No caminho da volta eu encontro o Felipe Andreoli (!), isso mesmo, o repórter do CQC, o crespo mais liso do Brasil segundo Marcelo Tas. No sonho ele parecia ser meu chapa, nos conhecíamos há décadas! Bom, ele me acompanhava até minha casa, prestando atenção ao que eu falava. Peço desculpas por não escrever sobre qual era o assunto do nosso bate-papo, tentei ao máximo lembrar, mas só vem a mim as imagens do sonho.
   Agora chega a parte mais constrangedora e absurda, possível alvo de piadinhas. Por isso pensei 2 vezes antes de escrever aqui. Bom, pra quem já descreveu o sonho em que estava cheirando cocaína, o que vem aí será nada estarrecedor! Bom, vamos ao que interessa, vou escancarar meu cérebro de vez. Chegamos em casa, o Felipe se sentou no sofá e eu fiquei deitada no carpete da sala, de barriga pra cima e olhando para o teto. Ele tirou os sapatos e seus pés ficaram bem próximos ao meu rosto. Se eu não me engano ele me pediu para fazer uma massagem e eu comecei a fazer cosquinhas no pé dele. Daí segue o pedido mais estranho: ele pede para eu lamber os pés dele!!! O tom do pedido não foi malicioso, nem jocoso, muito menos autoritário. O Felipe pediu de boa e eu o fiz. No sonho não ficava muito focado no meu rosto lambendo ou chupando o pé dele, mas sim na reação do Felipe, que era de quem estava sentindo cócegas. E depois eu acordei! Muito doido, né? Eu demorei um pouco para entender o que poderiam significar todas aquelas imagens. O primeiro fato importante é que eu me via no sonho, isto é, eu conseguia me ver por completa, como se estivessa "fora" do meu corpo. Segundo: na primeira parte do sonho eu era o foco principal, visto que tinha um destaque com aquela blusa super roxa no meio daquele cenário todo cinza. Terceiro: aparece o Felipe Andreoli, uma figura masculina; não há mais ninguém além de nós dois, o restante das pessoas ao nosso redor eram fora de foco, como se perdessem no meio de uma densa névoa. Não sei exatamente o porquê dele ter sido o escolhido para protagonizar comigo esse sonho maluco. Sou muito fã do CQC, mas seria mais óbvio ser o Rafael Cortez, meu homem de preto favorito. Não vi nenhuma conotação sexual pelo fato de chupar o pé do rapaz. E eu nunca tive fetiche por pés. Mas eu não gosto dos meus, eles são muito magros. Talvez tenha uma posição de superioridade dele em relação a mim pelo fato dele estar sentado e eu deitada, observando-o debaixo para cima. Porém, ainda não entendi o que realmente esse sonho quer dizer. Eu já não faço mais terapia mas talvez a Célia (a psicóloga) pode me dar uma mãozinha. E vocês, o que acham dessa loucura toda? Adoraria saber a opinião de vocês.


Até o próximo post.
  

domingo, 18 de outubro de 2009

Superstição nas quatro linhas

   O legal do futebol são os "causos" criados pelos cronistas esportivos, pelos próprios jogadores e, é lógico, pelos torcedores. São tantas histórias engraçadas que acabam virando lendas (e algumas soam até inverossímeis de tão absurdas).
   Uma das minhas favoritas refere-se em como saber quem será o campeão em determinada disputa. Como eu tinha comentado no post anterior, "Histórias de Copas", a Itália seria a campeã em 2006 devido aos "12 anos". Vamos voltar ao tempo para explicar. O ano era 1970 e a finalíssima do Mundial disputado no México foi entre Brasil e Itália. Todos nós sabemos que a nossa seleção canarinho levou a Julies Rimet para casa (para depois ser roubada e derretida!).


"Todos juntos vamos, pra frente Brasil! Salve a Seleção"

   Exatamente 12 anos depois a Itália de Paolo Rossi acabou com os sonhos dos brasileiros de levarem o Tetra em 82. Uma pena, pois aquela seleção com Sócrates, Falcão, Zico, Valdir Peres, Cerezo, comandados pelo mestre Telê Santana, jogava uma belezura. 5 de julho de 1982 ficou conhecido como a Tragédia de Sarriá. E a Itália se classificou e levou o caneco para casa.
   Vamos dar um salto no tempo, exatamente 12 anos, e o que veremos? Final Brasil e Itália, com a nossa seleção vitoriosa após um jogo nervoso e uma disputa de pênaltis. Valeu Baggio! Agora fica fácil de saber o que aconteceria em 2006. Exatos 12 anos após uma final contra o Brasil, a Itália é novamente campeã.  A Squadra Azzurra nem cruzou o caminho do Brasil, que levou uma surra da França nas quartas-de-final. Mais uma final decidida nos pênaltis. Mais uma vitória italiana.



Há outras superstições curiosas, uma delas criada por mim! Ela contém fatores extra-campo. No ano do Mundial da França, o U2 veio ao Brasil pela 1ª vez com a mega Pop Mart Tour e Bono declarou torcer para o Brasil naquela ocasião. Em Março do mesmo ano, o Oasis também veio pela 1ª vez, com a turnê do álbum Be Here Now. O pé frio deles fez o estrago. Não contentes eles repetiram a dose em 2006. O U2 desembarca no início do ano com a mega Vertigo Tour e declara a sua torcida ao Brasil; o Oasis vem em Março com a turnê de Don't Believe the Truth. E quem se ferra somos nós torcedores com o pé frio desses gringos!!!Por sorte o Oasis passou por aqui em 2009 e com a confirmação do fim da banda em Setembro é pouco provável que eles unirão forças com o U2 e secarem o Brasil.



   Outro fato curioso é que a seleção brasileira sempre teve pelo menos um jogador do Palmeiras escalado em ano que foi campeã. Segue a lista: Mazzola (58); Djalma Santos, Zequinha,Vavá (62); Baldocchi e Leão (70); Zinho, Mazinho (94); Marcos (02). Bom, só nesses últimos 2 jogos que o mestre Dunga resolveu chamar Diego Souza, mas acho que o nosso técnico já tem o grupo fechado, não dando oportunidade ao nosso meio-campista. Não significa que nos anos sem títulos não tinha palmeirenses na seleção. Vale lembrar que em 74 a seleção tinha ninguém mais, ninguém menos do que Ademir da Guia, o melhor jogador da história do Palmeiras (e não ganhamos). Mas pra mim sem palmeirense na seleção, 50% de chances de darmos tchau ao Hexa.

  Claro que sóisso não basta para uma equipe vencer. Vale todo o treinamento, condicionamento físico, a individualidade e habilidade de cada jogador para decidir a parada. Mas esses causos só tornam mais divertidas e místicas a história do nosso futebol!

PS: não custa nada se proteger!!!!