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domingo, 25 de outubro de 2009

Minha tarde com Tarantino

   A tarde de sábado foi maravilhosa devido a divertidíssima aula de inglês. Tudo parecia bem até eu ligar o computador e ter uma surpresa desagradável... é muito chato ver que seus esforços não valem a pena. Que tudo parece ter sido em vão. Ironicamente, nessas horas em que eu apelo ao telefone, a bateria "cai". Corro pra pedir um help ao meu hermano Michel, ele sabe muito bem o que eu sinto, a situação dele também é muito complicada (diria mais, pior que a minha). Ficamos noite a dentro trocando ideias sobre os infortúnios dos relacionamentos, ciúmes, solidão. Foi revigorante poder falar com alguém que me entende. Seguindo a dica do Chell, resolvi me curtir e não figar correndo atrás do Marcolino. Meu plano para o domingo era finalmente ver ao filme "Bastardos Inglórios". Desde sua estreia eu estava louca para conferir. Porém, antes eu ainda queria muito ver "Up - Altas Aventuras" (vocês não imaginam o quanto sou fã das aminamões da Pixar/Disney) mas ninguém estava afim de ir comigo. Sou daquelas que adora uma companhia no cinema, é muito bom poder falar sobre o que o filme causou, onde acertou, erros, cenas mais legais. Mas nessas de ficar esperando a boa vontade do povo de ir comigo ao cinema é que eu acabo me dando mal, muitas vezes já deixei de conferir um ótimo filme por ninguém querer me acompanhar. Eu até tinha chamado a Milena para ir comigo, ela tinha demonstrado muito interesse no novo filme do Tarantino, mas ela "sem querer querendo" viu o filme na última quarta com um amigo. Tudo bem, eu já aprendi a ir sozinha nas sessões. Eu ainda tentei falar novamente com o Marcolino mas não fui bem sucedida. Foi até bom, porque ele quer ver 9 - A Salvação; não que a história tenha chamado a atenção dele mas apenas pelo fato da animação ser produzida pelo Tim Burton. Para ele, se tem dedo do Burton é bom idependente do que seja apresentado!!! Também sou fã desse diretor, mas me irrita esse fanatismo que acaba tirando o olhar crítico das pessoas.

   O que me levou a querer ver "Bastardos Inglórios" foram as críticas positivas ao filme. Eu mesma não sou uma expert quando o assiunto é Tarantino. Dele eu só vi "Pulp Fiction" e "Kill Bill Vol. 1 e 2", ou seja, os mais conhecidos comercialmente. Mas só de saber que o novo longa do Tarantino tem um vilão de tirar o chapéu, praticamente roubando a cena, só me fez salivar. Os vilões são os melhores personagens, na minha modesta opinião.
   Não é do meu feitio mas eu cheguei em cima da hora no Shopping "BomBom", exatamente às 14h50 para conseguir entrar na sessão das 15h. Mesmo com pouco tempo, eu ainda fiz questão de uma pipoquinha e um refri. Infelizmente a pipoca do Espaço Unibanco não chega aos pés da pipoca do Cinemark! Quando eu entrei a sala já estava praticamente cheia, com exceção das duas primeiras fileiras, sempre vazias porque ninguém quer ficar com o pescoço dolorido. Não exitei em sentar lá, pior que era na parte destinada aos cadeirantes mas como não tinha ninguém nessa situação, já fui me ajeitando. O ruim era quando chegava os atrasildos e ficavam caçando lugares. E como tinha senhorinhas na sessão buscando algum lugar pra sentar!!! Ah não, eu não cederia minha cadeira pra ninguém, aliás eu não era a única jovem sentada naquele setor! Mas o que aquelas pessoas com 80 A.C. faziam numa sessão do Tarantino???!!! Vão ver Faustão, senhoras! O chato foi as inúmera propagandas antes a exibição! Eu perdi as contas na 6ª, mas creio que foram mais de 10 e o único trailer foi do filme do Lula (sem comentários)...

   Não vou dar uma spoiler e falar sobre as cenas em questão, mas não posso deixar de comentar de como o filme é excelente. O filme é datado em 1941, onde a França sofre pela ocupação alemã, e em uma pacata fazenda de criação de vacas, o Coronel Hans Landa (Christoph Waltz) vai à procura de judeus. Nessa visita, a jovem Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent), que fazia parte de uma família de judeus que se escondia nessa fazenda, consegue escapar, porém perdendo todos aqueles que amava. Mudando-se para a cidade, após quatro anos ela consegue ser a proprietária de um cinema, onde lá ela conhece o jovem soldado Fredrick Zoller (Daniel Brühl), que se apaixona por ela. Em outro paralelo, estão os chamados “Bastardos inglórios”, um grupo de rebeldes liderado pelo Tenente Aldo Raine (Brad Pitt), que anda causando o terror e caos nas pequenas tropas alemãs que se encontram espalhadas pela França. Essas duas histórias se unem quando a espiã Bridget von Hammersmark (Diane Kruger) consegue que os bastardos entrem na estreia de um filme sobre a vida de Fredrick, que acontecerá no cinema de Soshana. Ainda que não se conheçam, o plano de ambos coincidem: matar todos os nazistas que ali estiverem presentes, incluindo, possivelmente, o próprio Adolf Hitler.
   Show de Brad Pitt com seu sotaque sulista carregado (e uma cena em particular arranca risos de todos da platéia), parecendo se divertir muito no filme; Christoph Waltz merecia todos os prêmios pelo papel de Landa, ele é envolvente, sádico, esperto e dá medo, tudo ao mesmo tempo... Mélanie Laurent estava per-fei-ta como Shosanna Dreyfus, eu saí do cinema querendo ser essa personagem (melhor eu parar por aqui, senão dou com a língua nos dentes).


   O ruim de ir sozinha foi não poder comentar todas as impressões causadas pela película. A  minha vontade foi gritar : EU VI UM FILME FODA!



sábado, 18 de julho de 2009

Ator-fetiche

Hoje reservo esse espaço para explicar o que é o 'ator-fetiche'. Esse termo eu criei para classificar um ator o qual eu me apaixonei perdidamente, não apenas pelo o que ele é, mas por todo o seu trabalho! Geralmente ocorre sem querer: eu me pego vendo um filme sem grandes pretensões, de repente um ator em questão me chama atenção, o personagem me cativa e bingo, lá está a Shil com vontade de conferir todos os filmes do ator em questão! Não necessariamente é um cara que esteja no auge da popularidade, boa parte das pessoas que eu conheço não tem a mínima idéia de quem sejam esses meus atores-fetiches! E essa minha admiração não é passageira, eu sou uma pessoa muito fiel ao que admiro.




Tudo começou em 2000; eu costumo dizer que demorei 7 anos para conferir um dos filmes da minha vida: "A Lista de Schindler". Tudo conspirava para que eu o assistisse, eram as aulas sobre 2ª guerra mundial, o fato da minha professora de Literatura, a Eliane, comentar que achava o Spielberg um diretor sensível, citando a cena da menina de vermelho no filme sobre a vida de Oskar Schindler. Lembro também que eu estava lendo "O Diário de Anne Frank", então meu intersse pela 2ª guerra tinha aumentado. O filme foi exibido numa Sexta-feira no Cinema (no SBT) e ao fim de tudo eu fiquei de boca aberta! Sabe como é, nunca imaginei que o tio Spielberg faria algo tão maduro quanto esse filme, talvez eu pensasse que ele ficaria marcado por fazer grandes blockbusters, como ET, Parque dos Dinossauros, etc. Foi a primeira vez que prestei atenção numa trilha sonora, no papel da fotografia em uma película,contexto histórico e interpretações. A mais marcante foi justamente do insano Amon Goethe, feito pelo Ralph Fiennes; mas depois da "Lista", nunca mais ouvi falar dele (isto é, não porcurei ver outros de seus filmes).



Passados alguns anos, em meados de 2005 eu leio uma reportagem sobre "O Jardineiro Fiel", filme dirigido pelo Fernanado Meirelles ("Cidade de Deus") e o protagonista é o Ralph. Lendo a entrevista com o cara, foi revelado que ele seria o Lord Voldemort no "Cálice de Fogo"!! Eu nem acreditei, escolha mais do que perfeita porque o Ralh manda muito bem em papéis de vilões. Vocês podem imaginar eu no cinema vibrando feito uma louca quando finalmente pude vê-lo em ação na franquia do Potter. E seguiu também minha peregrinação 'ralphiânica', vendo ao filme do Meirelles, "Fim de Caso" ( fazendo par romântico com a Julianne Moore), "Dragão Vermelho" (suspense dos bons, novamente como vilão, ao lado do Anthony Hopkins e Edward Northon), "Encontro de Amor" (sim, comediazinha romântica com a Jennifer Lopez, mas dá pro gasto!), "O Paciente Inglês" e por fim "A Ordem da Fênix". E fico na espera por mais atuações dele - preferencialmente se for um vilão!!!




Outro ator que me cativou desde o primeiro filme foi o Hugh Jackman. Lembro como se fosse ontem: 14/04/2002, Tela-Quente, estréia de "X-Men". Eu nunca li um quadrinho da Marvel, só tinha na memória o desenho dos X-Men que passava na TV Colosso, por isso não faço parte do coro que reclamou das mudanças que ocorreram no filme. É um filme pipoca sim, mas com conteúdo, atual, cheio de metáforas sobre preconceitos e questão de igualdade. E o filme não seria o mesmo se não tivessem escalado Hugh Jackman para o papel do Wolverine. Carisma ele tem de sobra e isso ajudou muito. A relação dele coma Vampira foi o que mais me chamou a atenção (como eu não sabia nada do enredo dos quadrinhos, eu achava que eles ficariam juntos, como um casal, torcia por isso). De longa, a Vampira é a personagem mais interessante nesse filme. Tem um fato engraçado: eu tenho fetiche por nariz (!) e o nariz do Jackman é perfeito, toda vez que a camêra pegava o perfil dele, era um suspiro... Dentre os outros filmes do Jackman, eu indico "O Grande Truque". Pra quem curte comédia romântica tem "Kate & Leopold" e "Alguém como Você", e outros filmes do moiçolo são "Van Helsing", "Fonte da Vida".



Depois de um britânico e um australiano, chega a vez de um mexicano! Gael Garcia Bernal é outro que tem meu prestígio. Por volta de 2004 ele esteve no Brasil, junto com Rodrigo de La Serna, para divulgar "Diários de Motocicleta", de Walter Salles, sobre a viagem que o jovem Ernesto Guevara (futuro Che) e seu amigo Alberto Granado fizeram em toda a América do sul. O momento foi mais uma vez oportuno porque eu estava lendo uma biografia do Che, passando mais a me interessar sobre a vida dessa figura tão polêmica. A minha mãe é fã do Che (muito mais pela beleza dele do que pela revolução, é verdade), tanto que ela tinha em casa um quadro daquela imagem famosérrima do guerrilheiro. Eu, uma criancinha, achava que era uma foto do meu pai; não, nem fazia idéia de quem fosse o Che, mas naquela imagem ele estava muito parecido com meu pai de verdade. Voltando ao Gael, assim que assisti a "Diários", eu conferi alguns do trabalhos desse jovem. Tem "O Crime do Padre Amaro","Amores Brutos" (muito bom), "E sua mãe também", "Babel" e o meu favorito "Má Educação", do Pedro Almodovar. Uma curiosidade sobre o Gael é que eu já tinha conferido um trabalho dele, mas na telinha: ele fez uma novelinha infatil muito fofa, "Vovô e eu". Recordar é viver!!!









O meu penúltimo ator-fetiche é Heath Ledger, austriliano, começou fazendo séries no seu país de origem (tipo 'Malhação'). Minha atenção por ele foi devido ao seu papel de cowboy gay, Ennis Del Mar, no "Brokeback Moutain". Acho que não preciso comentar que chorei litros ao ver a história de amor impossível de 2 cowboys gays. Show de interpretação dele e do Jake Gyllenhaal.Nem parecia ser o mesmo cara que tinha participado do horrível "Coração de Cavaleiro" (esse foi o primeiro filme dele que vi, ou melhor, só uma parte, porque eu dormi). Mas eu virei 'ledgeriana' mesmo foi por causa da atuação dele como Coringa. Fato: quando soube que ele viveria o Palhaço do Crime,pensei "Wtf??? ele fazer um papel que já foi feito pelo Jack Nicholson?HERESIAAAA!!!!". Quemei a língua! Desde a primeira foto que vi dele caracterizado deu pra perceber que teríamos um Coringa insano e de fato, foi. Tanto que muitos atribuem essa insanidade do personagem a causa da morte prematura do Heath por overdose de medicamentos. Em 22/01/08 ficamos sabendo do seu falecimento, o que aumentou ainda mais a curiosidade em torno do filme. Esse último papel lhe rendeu um Globo de Ouro e Oscar de melhor ator coadjuvante. Outros filmes do Heath que valem a pena ser vistos: "10 Coisa que Eu Odeio em Você", "O Patriota", "A Última Ceia", "Candy" e "Não Estou Lá".







E por fim o meu mais novo ator fetiche: Anton Yelchin. Jovem russo que logo aos 6 meses de vida se mudou com a família para os EUA. Eu vi (e me apaixonei) ao assistir "Exterminador do Futuro - Salvação", com o Anton no papel do jovem Kyle Reese. Talvez por ser o personagem mais humano, jovem e com um ideal que eu tenha me encantado pelo Kyle e consequentemente com o ator. Ao voltar em casa eu resolvi bisbilhotar na minha coleção de revista SET e lá estava uma foto do Anton, apontado com uma das promessas para o cinema. Ele já havia chamado a atenção por "Alpha Dog" e "Charlie Bartlett" e além do "Exterminador", ele marca presença em "Star Trek", como o Pavel Chekov! Uma grande mancada minha foi ter perdido a chance de assitir "Star Trek" no cinema ¬¬




E eu torço muito para que o Anton tenhauma carreira brilhante, porque talento ele já mostrou ter. Aliás eu tive com ele o mesmo 'efeito Gael', isto é, já tinha conferido um trabalho dele sem saber quem era! Ele fez um episódio de ER (Plantão Médico) quando ainda era um gurizinho e também alguns anos depois na série Law & Order. Ele é carismático, bom ator, muitointeligente e articulado, agora é só aguardar por mais surpresas!
Boa tarde a todos!