segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A mais perfeita definição do Amor

Depois de muito refletir, re-re-fletir, re-re-re-re-refletir mais um bocadinho, eu cheguei a uma brilhante conclusão:  amor é uma paçoca! Desculpem todos os pesquisadores que tentaram decifrar o amor vasculhando o cérebro humano, me perdoem os escritores que tentaram por diversas vezes contar em verso e prosa esse sentimento tão complexo. Camões tentou e se enrolou; não adiantou os romances com donzelas virginais do Romantismo, nem as teses criadas pelos Realistas/Naturalistas. Não adiantaram as músicas tocadas à exaustão. Foi essa simples persona que descobriu a lógica no amor. 

O amor é um paçoca! Ele é lindo, doce, perfeito e atraente à primeira vista, abrindo o nosso "apetite". Mas após a primeira mordida ,ou se apertarmos muito, ele se despedaça. 






Vou poupar a Planeta


Eu acho que já comentei aqui sobre um escritor chamado Mário Prata. Ele é um ótimo cronista, autor dos livros "Os 100 melhores contos (que na verdade são 129)", "O diário de um magro" , "Minhas vidas passadas", etc. Eu tive o primeiro contato com ele ainda na 5ª série em uma aula de redação da professora Renata, estávamos aprendendo a diferença entre Romances, Contos, Crônicas... Os textos do Mário são deliciosos e acabaram tornando-se pírulas de felicidade para mim. 

Na segunda-feira passada mesmo, eu fui ao cinema para ver a animação "Valente" e levei junto comigo a minha mais recente aquisição, "Minhas Tudo", para ler ao longo do caminho. Bom, eu saí do emprego mas o emprego ainda não saiu de mim. Pela força do hábito eu quase estendi a mão para pegar o ônibus Ana Rosa 175P, o mesmo que me levaria ao meu ex-trampo. Ok, deu para disfarçar e não fiz o motorista parar (já imaginava os elogios que ele faria à minha mãe caso eu falasse que era um engano!). Mas o ônibus que me levaria ao shopping logo chegou e eu pude ir tranquila. Os outros passageiros devem ter pensado que eu era louca ou no mínimo imaginaram que eu lia um livro de piadas.  Mas não pensem que eu dou daquelas gargalhadas escandalosas. Tá mais para aquelas risadinhas de sitcons. Tudo por culpa do Mário, o cara consegue extrair de coisas bem banais um ótimo mote para um divertidíssima história. Gosto tanto, embarco nessa viagem que é a leitura, que às vezes eu o imagino ao meu lado, contando suas histórias entre um uísque e outro. Desculpem-me o trocadilho, mas o Mário Prata vale Ouro!

A leitura fluiu tão bem que em menos de uma semana eu já terminei de lê-lo. Dava um desespero danado ao perceber que faltavam poucas páginas para o fim. Então do nada eu comecei a fuçar o livro. Reli a orelha (um texto do Jorge Caldeira). Depois só agora eu me dei  conta de algo que sempre esteve na minha cara mas nunca tinha parado pra refletir: por que diabos as páginas 1 e 3 apresentam apenas o nome do livro (bom, geralmente na terceira folha além do nome do livro há também o nome do autor)? O que será que as editoras pensam de nós, os leitores??? Que não somos  espertos o suficiente para ver o nome do livro na capa? Será que já aconteceu de alguém comprar um determinado título e ter o nome de outra obra nas páginas 1 e 3? 

O mais curioso estava reservado na página 4. Lá há as informações para catalogação. Descobri que a revisão foi feita pela Vívian Miwa Matsushita (bom nome para restaurante japonês), a diagramação por um tal de Triall ("todos os três?") e a capa pela Silvana Mattievich (saúde). Mas o que mais me chamou a atenção foi esse trechinho:

2012
Todos os direitos desta edição reservados à 
EDITORA PLANETA DO BRASIL LTDA.
Avenida Francisco Matarazzo, 1500 - 3º andar - conj 23B
Edifício New York
05001-100 - São Paulo SP

Caçarola, a editora fica no mesmo prédio onde se localiza um parte da minha ex-empregadora! Não, eu nunca tinha ido ao New York (e se fosse pra ir, que fosse a cidade mesmo tão bem representada em Friends e Seindfeld) pois eu trabalha no prédio da Barra Funda. Mas o diretor e gerente e outras pessoinhas ficam nesse aí. Poxa, todos os meus planos de ataque terrorista àquele prédio foram por água abaixo, afinal lá está a mesma editora que garante uma parte do ganha pão do Mário. E sem falar que é a mesma editora responsável em oferecer champagne aos leitores em seu estande na Bienal. É...melhor deixar meu plano pra lá (ou até que o Mário Prata lance livros por outra editora!)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

MADonna

Madonna comemora hoje 54 primaveras. Boa desculpa oportunidade para eu listar as minhas 10 músicas favoritas da Material Girl. Para o ranking eu optei por canções que tenham videoclipes legais e olha que foi difícil a missão mas aqui vai a lista:

10º) Beautiful Stranger :


Parte da trilha sonora do filme do Austin Power, é uma delicinha pop. Nunca vi a Madonna cantá-la em nenhum show. Uma pena! Essa canção consegue unir bem o moderno ao som retrô! O clipe é bem simples, com a Madonna dançando e seduzindo o Austin. Aliás, ela está muito linda em cena, com um figurino lindo! A letra fala de uma mulher que sofre de amor (ou seria tesão?) à primeira vista por um belo estranho e mesmo percebendo que pode sair machucada ao se envolver com o cabra, ela engole o orgulho e canta para o mundo inteiro que terá sua chance com ele! E qual mulher, por mais segura de si, não caiu na lábia de um diabo disfarçado?

9º) Music : 



Hey Mr DJ, put a record on...I wanna dance with my baby. É com essa ordem que a rainha do pop chama seus súditos para a pista. Foi a primeira tentativa ( e a única bem sucedida, diga-se de passagem) da cantora  em atacar de "mana". O clipe até tira um sarro dos clipes protagonizados pelos rappers motherfuckers lá dos EUA. A letra tem a profundidade de um cinzeiro mas aliada aos bons grooves do DJ, fica impossível de não se jogar na pista.

8º) Open your heart :

Nesse clipe a Madonna deixa de ser aquela moça roliça de Like a Virgin para dar lugar a essa loiraça musculosa, capaz de virar a cabeça de homens e meninos (safadjeeeeeeenha). A  letra simples mostra uma moça decidida e apaixonada que não medirá esforços para conquistar o rapaz que tanto ama. Não sei se é porque eu cresci, mas a música perdeu certa ternura, principalmente no refrão "Abra o seu coração para mim, baby/ Eu tenho o cadeado e você tem a chave" - não é de hoje que cadeado e chave são metáforas para os órgãos sexuais feminino e masculino, respectivamente! Minha imaginação é tão fértil!!!

7º) Vogue:

Esta foi a canção que tornou a Madonna diva da comunidade gay. A coreografia foi inspirada nas poses de modelos nos famosos editoriais de moda. Ela foi copiada à exaustão por fãs - mas eu até hoje me embanano com o movimento das mãos!!! Desde então fica impossível ver um desfile de moda e não ter a música Vogue na cabeça. Sem falar que esse clipe já apresenta um certo ar de sofisticação que faltava nos clipes do início da carreira dela.

6º) Human Nature:

Para mim, essa letra é uma desabafo da Madonna a todos que a criticaram pelo "excesso" de ousadia no álbum anterior, Erotica. Mas a cantora não dá ponto sem nó e a letra deixa transparecer um certo ar de deboche ("Eu disse algo errado? Ops!...eu não sabia que poderia falar sobre sexo!"). Aliado a esse clipe sexy, ultra coreografado e com até divertido, Human Nature tem o honroso sexto lugar!

5º) Take a Bow:

Dizem as boas e más línguas que a Madonna produziu esse clipe a toque de caixa, para provar aos produtores do filme Evita que ela poderia fazer o papel da protagonista. Esse clipe possui várias nuances: a virilidade do toureiro tanto nas cenas da arena quanto na imagem dele pisando nos cacos de vidros,sem demonstrar nenhuma expressão de dor. Em contra partida, a persona encarnada pela Madonna apresenta-se como uma santa, uma mulher recatada mas que em quatro paredes é um vulcão em erupção (ou seria ousadia minha dizer que ela está se masturbando na cena em que ela está na cama, usando apenas lingerie e observa o amado na televisão?).

4º) Material Girl:


Inspirado em uma cena de um filme da Marilyn Monroe, a Madonna mostrava suas garras e sua maior ambição: se tornar um ícone feminino tão forte quanto a atriz-diva dos anos 50. Sem receio nenhum ela canta aos quatro ventos que é uma garota materialista (será que surgiu daí a fama das mulheres serem interesseiras?). Essa é mais uma pérola pop que resiste ao tempo!

3º) Ray of Light:


A música faz parte do álbum homônimo, fez grande sucesso - vide ela ter papado todos os prêmios a que concorria no Video Music Awards de 98 por causa desse clipe. Foi o primeiro álbum lançado após o nascimento de Lourdes Maria e a cantora se apresentava mais calma e reflexiva. Era também o primeiro disco que ela abraçava de vez a música eletrônica, nos dando músicas muito etéreas e com um toque até místico.

2º) Rain:


Sou suspeita em dizer, mas prefiro a Madonna morena! Esse clipe é figurinha carimbada no Disk MTV lá pelos anos de 94. Tem uma fotografia linda, valorizando o contraste da pele branquíssima da cantora com os cabelos e cenários negros. Uma música tão linda que não poderia cair num clipe clichê: em vez de alguma cena romântica, fomos convidados a conferir um 'making of' do clipe. O diretor soube trabalhar bem com o formato dos objetos, com a iluminação e soube valorizar a beleza da Madonna.

1º) Like a Prayer:


Olha lá, não falei que a Madonna fica mais bonita morena???!!!! Não é à toa que eu elegi um clipe em que ela aparece com os cabelos escuros, encaracolados, rebeldes. Mas não é só por isso: Like a Prayer tem o dom de me fazer arrepiar desde os primeiros acordes. E o clipe é um capítulo à parte, pois consegue ao mesmo tempo criticar a Igreja Católica e o racismo (não é coincidência a disposição dos cenários da igreja e da prisão serem semelhantes). Eu acho que não há refrão mais poderoso do que esse: Quando você chama pelo meu nome/ É como uma pequena oração/ Estou de joelhos/Eu quero levá-lo até lá/ E à meia noite eu posso sentir seu poder/ Apenas como uma oração/Sua voz me levará até lá

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Tarde familiar...e com a Bianca

Esse foi meu segundo domingo consecutivo no apê da minha maninha número dois, a Eliana. Só fiquei sabendo na véspera que passaríamos o dia dos pais lá. No domingo pela manhã eu acompanhei com muita angústia a vitória da Rússia contra o nosso Brasilzão por 3 sets a 2, válido pela disputa da medalha de ouro. Não foi uma derrota vexatória como foi da turma do futebol, pois a maioria das seleções de vôlei do leste europeu são fortíssimas e o Brasil das quadras não jogou contra babinhas, ao contrário do Neymar e cia. Além do mais, chegar a uma terceira final olímpica consecutiva não é para qualquer um.

O meu cunhado Fábio veio nos buscar (eu, mamis e a Márcia, a mana mais velha) acompanhado do amigo dele, o Sheldon (não, ele não tem nada de parecido com o personagem do The Big Bang Theory). Seguimos para Guarulhos ao som de uma trilha sonora espertíssima. Não é sempre que meu cunhado abre a mão de ouvir a insossa da Paula Fernandes para nos brindar com:








O apê estava cheio de gente bacana: a nossa "Carminha", Silvana (não pela personalidade mas sim pelo look inspirado na louca da novela), o seu marido Adilson (o Japa), o filho deles Lucas. A Érika, esposa do Sheldon, estava dando um help para a Li na cozinha e meus sobrinhos Thiago (que será papai no fim do mês) e Matheus estavam arrumando as mesas. Depois a minha irmã número três, Luciana, chegou com o seu marido Rodrigo e com o Gá e a Malu. É impossível ir à casa da Eliana e não sair de lá com uns quilinhos extras!!! Ela tem todas as qualidades de uma grande mestre-cuca: além de pratos deliciosos, irresistíveis de saboreá-los uma única vez, ela também capricha no visual. Comemos com os olhos, nariz e com a boca, é claro. O menu foi composto por uma travessa de bacalhau ao forno com batatas,  salada de brócolis com lascas de bacalhau (não entendo essa adoração dos meus familiares por esse peixinho), frango assado, salada verde e arroz.  Pensam que acabou? não, almoço do dia dos pais não é completo sem sobremesaS. Sim queridos, com todos os "S" a que temos direito. Pavês de morango e chocolate, quindins, torta holandesa, canudinho com recheio de doce de leite, manjar, bolo de limão...até fiquei triste de tanto comer. 

Para fazer a digestão, fui com a Márcia e as crianças até o Lago dos Patos. É bem pertinho, basta atravessar a rua. O pessoal gosta de caminhar ao redor do lago ou de sentar nos quiosques para comer alguma besteirinha e ficar de pernas pro ar. Quando voltamos ao apê, os marmanjos estavam assistindo uma partida de futebol, mas o jogo estava tão xexelento que começamos a prosear sobre as peripécias das crianças.

Gente, a Malu me tinha me perguntado o que é prostituta. Mas de onde você tinha ouvido essa palavra, mocinha???? Ah, surgiu na minha cabeça assim de repente, Bizu!!!!! 

Outro dia, começou o Sheldon, eu ia dar uma bronca no meu filho, o Pedro. Ele mais do que depressa me veio falar que existia uma lei que proíbe os pais de baterem nos filhos. Daí eu perguntei se ele conhecia a lei em que os filhos devem obedecer os pais. Ele pensou, pensou e me solta essa: Não tô sabendo da criação dessa lei não; é nova pai????

Fábio: "Quando o Thiago era pequeno eu e a Eliana pegamos ele dentro do berço, enforcando o Matheus!!! O menino já estava ficando roxo! Eu peguei o chinelinho do Sonic dele e lhe dei umas três chineladas bem dadas...Foi tão forte que deve ter até hoje a marquinha do Sonic na bunda dele!!!!"

Mas aquela tarde ainda guardava uma grande surpresa. Dessas para serem contadas em verso e prosa em futuros encontros. Acabado a sessão 'criança apronta cada uma', eu pedi ao meu cunhado para colocar na Record para conferir a cerimônia de encerramento dos jogos olímpicos. Festa em Londres só poderia ser marcada por música boa qualidade: George Michael,  Fatboy Slim, Muse, Beady Eye (tocando Wonderwall, ♥) e até ressuscitaram o John Lennon, Freddie Mercury e até as Spice Girls:


O único porém era o fato do Thiago e do fábio não conseguirem ligar o home theater (ou "romi tíeter", como diria meu cunhado). Todos queriam ouvir as guitarras de Brian May  em alto em bom som. Fuça dali, clica acolá, pluga e despluga. Até que eles conseguiram tirar a tv do ar. Quando retornaram, aparece na tela um travesti em nu frontal sendo encochado!!!! Gritos e risos da galera (ainda bem que as crianças estavam na varanda). Eu tampei imediatamente meus olhos e falava repetidamente "eu vou ter pesadelo com essa p*rra!" Foram os cinco segundos mais angustiantes de nossas vidas (mas foi possível ver o nome da 'garota': Bianca). As brincadeiras não acabavam: 

"Mô, falei pra você trocar de canal depois de ver o canal da diversão!" 
"Eu hein, sai pra lá Fábio, eu não preciso ver essas coisas"
"Quem foi o último a ver a tv? Thiago, Matheus??"
"EU VI UMA MULHER COM PINTO!"
"Eu sabia que isso iria acontecer! Temos que bloquear o canal"
" A cara de susto da Bizu foi a melhor: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH"

Nossas tardes não serão as mesmas depois da aparição de Bianca, rs!